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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Está nascendo uma nova geração

Por Reinaldo Bui

Para garantirmos a desgraça plena de um novo e promissor amanhã, precisamos urgentemente de pais que não corrijam seus filhos. Aliás, não precisamos do modelo tradicional de família, com um pai e uma mãe que se amam e esforçam-se para criar bons cidadãos.

Precisamos, porém, de muitas crianças. Crianças acostumadas a fazer absolutamente tudo o que querem, não se importando com nada além de suas vontades.

Precisamos que, desde cedo, garotos desenvolvam uma mentalidade bad boy e garotas copiem as veneradas poposudas tuti-frutis da televisão.

Precisamos de jovens que desejem apenas curtir a vida, de maneira adoidada, inconsequentemente, sem se importar com o mundo ou com o amanhã.

Precisamos de homens e mulheres que se vendam por pouco, que não cultivem valores, que não respeitem ninguém e que amem-se a si mesmos acima de tudo e de todos. Que adoram expressar suas opiniões absurdas, mas rotulem de preconceituosa qualquer opinião que tenha fundamentos.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Os objetivos dos pais para os anos da adolescência

Por Tedd Trip
Trecho extraído do artigo de Tedd Tripp, “Comunique-se com os Adolescentes”, da Coletânea de Aconselhamento Bíblico (Vol. 6). Seminário Bíblico Palavra da Vida, Atibaia-SP, 2007, p.93-94.

O que desejamos concretizar nos anos da adolescência de nossos filhos? Como faremos para atingir os objetivos? Queremos ver os nossos adolescentes internalizarem o evangelho de Jesus Cristo como sua fé pessoal e viva (grifo do editor). Queremos vê-los agarrados à verdade e andando de tal forma que se nós, pai ou mãe, desviarmo-nos da fé, eles continuarão a ser fiéis. Para tanto, precisamos cultivar sua interação com a verdade da Palavra de Deus. Com muita frequência, usamos as nossas palavras da Bíblia (grifo do editor). A Bíblia diz que a palavra que sai da boca do Senhor não volta vazia, mas cumpre os Seus propósitos (Is 55.11). Meus discursos podem se perder, mas o Espírito de Deus trabalha por meio da Sua Palavra.

Imagine-se chegando à sua casa de noite e encontrando seus filhos assistindo a um programa impróprio na TV. Se você for discutir com eles se deveriam estar assistindo àquilo ou não, com certeza vai perder. Eles dirão: “ah, pai, eu ouço coisas muito piores que essas no ônibus ou na escola. Se você não quer que eu ouça esse tipo de palavras, não me mande mais para a escola!” Você pode, porém, levá-los às Escrituras e dizer: “eu sei que vocês ouvem isso no ônibus e que estas palavras estão em toda programação da TV. Mas qual a sua reação diante disso?” Então, leia com eles as palavras de Paulo aos efésios:

Entre vocês não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual como também de nenhuma espécie de impureza e de cobiça; pois essas coisas não são próprias para os santos. Não haja obscenidade, nem conversas tolas, nem gracejos imorais, que são inconvenientes, mas, ao invés disso, ações de graças. Porque vocês podem estar certos disto: nenhum imoral, ou impuro, ou ganancioso, que é idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus. Ninguém os engane com palavras tolas, pois é por causa dessas coisas que a ira de Deus vem sobre os que vivem na desobediência. Portanto, não participem com eles dessas coisas. Porque outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz, pois o fruto da luz consiste em toda bondade, justiça e verdade; e aprendam a discernir o que é agradável ao Senhor. Não participem das obras infrutíferas das trevas; antes, exponham-nas à luz. Porque aquilo que eles fazem em oculto, até mencionar é vergonhoso. (Ef 5.3-12.)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Quando os filhos partem (em inglês)

Por Wayne A. Mack

De modo geral, este artigo lida com um tema que preocupa particularmente aqueles que estão na meia idade. À medida que chegamos à meia-idade e prosseguimos rumo à terceira idade, muitas preocupações e dificuldades novas surgem, enquanto outras se intensificam. A diminuição das habilidades físicas torna-se uma realidade sempre presente. A premência do desejo sexual começa a desvanecer. Todo tipo de dores e problemas físicos tornam-se mais frequentes e desgastantes. Os degraus e os montes parecem ficar mais íngremes. Cresce o número de amigos acometidos de várias doenças.

Este artigo foi traduzido para compor "Coletâneas de Aconselhamento Bíblico", Vol. 6. Abaixo, o link para leitura do artigo na língua original, em inglês. Sugerimos a compra de toda a coletânea - através do Seminário Bíblico Palavra da Vida.

Leia o original (clique): When The Children Leave Home

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Uma Palavras aos Pais

Por A. W. Pink
Postado em Teologando, por Marcelo Berti.


Uma das mais infelizes e trágicas características de nossa civilização é a excessiva desobediência aos pais da parte dos filhos, quando menores, e a falta de reverência e respeito, quando grandes. Infelizmente, isto se evidencia de muitas maneiras inclusive em famílias cristãs.

Em nossas abundantes viagens nestes últimos trinta anos, fomos recebidos em muitos lares. A piedade e a beleza de alguns deles ainda permanecem em nossos corações como agradáveis e singelas recordações. Outros lares, porém, nos transmitiram as mais dolorosas impressões. Os filhos obstinados ou mimados não apenas trazem para si mesmos perpétua infelicidade, mas também causam desconforto para todos que se relacionam com eles e prenunciam coisas ruins para os dias vindouros.

Na maioria dos casos, os filhos são menos culpados do que seus pais. A falta de honra aos pais, onde quer que a achemos, deve-se, em grande medida, aos pais afastarem-se do padrão das Escrituras. Atualmente, o pai imagina que cumpre suas obrigações ao fornecer alimento e vestuário para os filhos e, ocasionalmente, ao agir como um tipo de policial de moralidade. Com muita freqüência, a mãe se contenta em desempenhar a função de uma criada doméstica, tornando-se escrava dos filhos, realizando várias tarefas que estes poderiam fazer, para deixá-los livres em atividades frívolas, ao invés de treiná-los a serem pessoas úteis. A conseqüência tem sido que o lar, o qual deveria ser, por causa de sua ordem, santidade e amor, uma miniatura do céu, degenerou-se em “um ponto de parada para o dia e um estacionamento para a noite”, conforme alguém sucintamente afirmou. Antes de esboçarmos os deveres dos pais em relação aos filhos, devemos ressaltar que eles não podem disciplinar adequadamente seus filhos, a menos que primeiramente tenham aprendido a governar a si mesmos. Como podem eles esperar que a obstinação de suas crianças sejam dominadas e controladas as manifestações de ira, se eles mesmos dão livre curso à seus próprios sentimentos. O caráter dos pais é amplamente reproduzido em seus descendentes. “Viveu Adão cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem” (Gn 5.3). Os pais devem eles mesmos viver em submissão a Deus, se desejam obediência da parte de seus filhos. Este princípio é enfatizado muitas e muitas vezes nas Escrituras. “Tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo?” (Rm 2.21). A respeito do pastor ou presbítero da igreja está escrito que ele tem de ser alguém “que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?)” (1 Tm 3.5). E, se um homem ou uma mulher não sabem como dominar seu próprio espírito (Pv 25.28), como poderão cuidar de seus filhos? Deus confiou aos pais um solene e valoroso privilégio. Não exageramos ao afirmar que em suas mãos estão depositadas a esperança e a bênção, ou a maldição e a ruína da próxima geração.

Suas famílias são os berçários da Igreja e do Estado, e, de acordo com o que agora cultivam, tais serão os frutos que colherão posteriormente.

Eles deveriam cumprir seu privilégio com bastante diligência e oração. Com certeza, Deus lhes pedirá contas referente à maneira de criarem seus filhos, que a Ele pertencem, sendo-lhes confiados para receberem cuidado e preservação.

A tarefa que Deus confiou aos pais não é fácil, em especial nestes dias excessivamente maus. Entretanto, poderão obter a graça de Deus, se a buscarem com sinceridade e confiança. As Escrituras nos fornecem as regras pelas quais devemos viver, as promessas das quais temos de nos apropriar e, precisamos acrescentar, as terríveis advertências, para que não realizemos essa tarefa de maneira leviana.