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quinta-feira, 21 de março de 2013

Não quero ter filhos. O que há de errado?

Por Rick Thomas

Pergunta: “Ei, Rick! Pode me ajudar com uma coisa? Nunca tive o desejo de ter filhos e me pergunto se isso é errado. É? O que você diria para uma pessoa que não quer ter filhos?”

Esta é uma pergunta intrigante. Em primeiro lugar, gostaria de começar com o que a Bíblia diz sobre ter filhos ou não. Acho que você já sabe que não há nenhum texto que diz: “Tu deves ter filhos e não há outra maneira além dessa”.

Devemos sempre levar nossas perguntas para a Palavra de Deus com integridade, humildade e desejo de nos alinhar com o que Deus nos ensina. A partir de uma perspectiva teológica, não é absolutamente obrigatório que todas as mulheres tenham filhos.

É claro, no aconselhamento, a pergunta original raramente é a pergunta certa. Geralmente existem questões nas entrelinhas que devem ser exploradas, a fim de se responder a questão inicial.

Eu poderia dizer: “Não, você não tem de ter filhos” e deixar por isso mesmo, e me mover para o próximo assunto. No entanto, se eu tivesse o contexto e o relacionamento para ir mais fundo, a coisa certa a fazer seria explorar o que está por trás de sua pergunta.

Embora eu não te conheça, eu posso explorar um pouco os possíveis problemas subjacentes que levaram a sua falta de desejo de ter filhos. Não estou dizendo que você deve ou não, estou apenas explorando o assunto. Como todos os nossos desejos estão enraizados em nossos corações, não em nossa prática, você deve checar o seu coração em primeiro lugar.

Deixe-me ilustrar. O meio-irmão do Salvador nos ensina como nossa raiva (comportamento) está enraizada em nossos deleites (Tiago 4:1), inveja ou cobiça (Tiago 4:2). Se você quer entender porque uma pessoa respondeu com raiva, você precisa discernir e compreender seus desejos, seu coração.

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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Os objetivos dos pais para os anos da adolescência

Por Tedd Trip
Trecho extraído do artigo de Tedd Tripp, “Comunique-se com os Adolescentes”, da Coletânea de Aconselhamento Bíblico (Vol. 6). Seminário Bíblico Palavra da Vida, Atibaia-SP, 2007, p.93-94.

O que desejamos concretizar nos anos da adolescência de nossos filhos? Como faremos para atingir os objetivos? Queremos ver os nossos adolescentes internalizarem o evangelho de Jesus Cristo como sua fé pessoal e viva (grifo do editor). Queremos vê-los agarrados à verdade e andando de tal forma que se nós, pai ou mãe, desviarmo-nos da fé, eles continuarão a ser fiéis. Para tanto, precisamos cultivar sua interação com a verdade da Palavra de Deus. Com muita frequência, usamos as nossas palavras da Bíblia (grifo do editor). A Bíblia diz que a palavra que sai da boca do Senhor não volta vazia, mas cumpre os Seus propósitos (Is 55.11). Meus discursos podem se perder, mas o Espírito de Deus trabalha por meio da Sua Palavra.

Imagine-se chegando à sua casa de noite e encontrando seus filhos assistindo a um programa impróprio na TV. Se você for discutir com eles se deveriam estar assistindo àquilo ou não, com certeza vai perder. Eles dirão: “ah, pai, eu ouço coisas muito piores que essas no ônibus ou na escola. Se você não quer que eu ouça esse tipo de palavras, não me mande mais para a escola!” Você pode, porém, levá-los às Escrituras e dizer: “eu sei que vocês ouvem isso no ônibus e que estas palavras estão em toda programação da TV. Mas qual a sua reação diante disso?” Então, leia com eles as palavras de Paulo aos efésios:

Entre vocês não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual como também de nenhuma espécie de impureza e de cobiça; pois essas coisas não são próprias para os santos. Não haja obscenidade, nem conversas tolas, nem gracejos imorais, que são inconvenientes, mas, ao invés disso, ações de graças. Porque vocês podem estar certos disto: nenhum imoral, ou impuro, ou ganancioso, que é idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus. Ninguém os engane com palavras tolas, pois é por causa dessas coisas que a ira de Deus vem sobre os que vivem na desobediência. Portanto, não participem com eles dessas coisas. Porque outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz, pois o fruto da luz consiste em toda bondade, justiça e verdade; e aprendam a discernir o que é agradável ao Senhor. Não participem das obras infrutíferas das trevas; antes, exponham-nas à luz. Porque aquilo que eles fazem em oculto, até mencionar é vergonhoso. (Ef 5.3-12.)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Uma Palavras aos Pais

Por A. W. Pink
Postado em Teologando, por Marcelo Berti.


Uma das mais infelizes e trágicas características de nossa civilização é a excessiva desobediência aos pais da parte dos filhos, quando menores, e a falta de reverência e respeito, quando grandes. Infelizmente, isto se evidencia de muitas maneiras inclusive em famílias cristãs.

Em nossas abundantes viagens nestes últimos trinta anos, fomos recebidos em muitos lares. A piedade e a beleza de alguns deles ainda permanecem em nossos corações como agradáveis e singelas recordações. Outros lares, porém, nos transmitiram as mais dolorosas impressões. Os filhos obstinados ou mimados não apenas trazem para si mesmos perpétua infelicidade, mas também causam desconforto para todos que se relacionam com eles e prenunciam coisas ruins para os dias vindouros.

Na maioria dos casos, os filhos são menos culpados do que seus pais. A falta de honra aos pais, onde quer que a achemos, deve-se, em grande medida, aos pais afastarem-se do padrão das Escrituras. Atualmente, o pai imagina que cumpre suas obrigações ao fornecer alimento e vestuário para os filhos e, ocasionalmente, ao agir como um tipo de policial de moralidade. Com muita freqüência, a mãe se contenta em desempenhar a função de uma criada doméstica, tornando-se escrava dos filhos, realizando várias tarefas que estes poderiam fazer, para deixá-los livres em atividades frívolas, ao invés de treiná-los a serem pessoas úteis. A conseqüência tem sido que o lar, o qual deveria ser, por causa de sua ordem, santidade e amor, uma miniatura do céu, degenerou-se em “um ponto de parada para o dia e um estacionamento para a noite”, conforme alguém sucintamente afirmou. Antes de esboçarmos os deveres dos pais em relação aos filhos, devemos ressaltar que eles não podem disciplinar adequadamente seus filhos, a menos que primeiramente tenham aprendido a governar a si mesmos. Como podem eles esperar que a obstinação de suas crianças sejam dominadas e controladas as manifestações de ira, se eles mesmos dão livre curso à seus próprios sentimentos. O caráter dos pais é amplamente reproduzido em seus descendentes. “Viveu Adão cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem” (Gn 5.3). Os pais devem eles mesmos viver em submissão a Deus, se desejam obediência da parte de seus filhos. Este princípio é enfatizado muitas e muitas vezes nas Escrituras. “Tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo?” (Rm 2.21). A respeito do pastor ou presbítero da igreja está escrito que ele tem de ser alguém “que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?)” (1 Tm 3.5). E, se um homem ou uma mulher não sabem como dominar seu próprio espírito (Pv 25.28), como poderão cuidar de seus filhos? Deus confiou aos pais um solene e valoroso privilégio. Não exageramos ao afirmar que em suas mãos estão depositadas a esperança e a bênção, ou a maldição e a ruína da próxima geração.

Suas famílias são os berçários da Igreja e do Estado, e, de acordo com o que agora cultivam, tais serão os frutos que colherão posteriormente.

Eles deveriam cumprir seu privilégio com bastante diligência e oração. Com certeza, Deus lhes pedirá contas referente à maneira de criarem seus filhos, que a Ele pertencem, sendo-lhes confiados para receberem cuidado e preservação.

A tarefa que Deus confiou aos pais não é fácil, em especial nestes dias excessivamente maus. Entretanto, poderão obter a graça de Deus, se a buscarem com sinceridade e confiança. As Escrituras nos fornecem as regras pelas quais devemos viver, as promessas das quais temos de nos apropriar e, precisamos acrescentar, as terríveis advertências, para que não realizemos essa tarefa de maneira leviana.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A fundamental importância da presença dos pais na primeira infância

É meu sonho que este artigo chegue a cada pai e mãe que fala português ou inglês, sejam eles cristãos ou não, para que nunca se esqueçam do dever que tem para com seus filhos e a importância que é estar ao lado deles especialmente na primeira infância. Eis o alerta: cuide de seu filho! 


Por James Dobson, Ph.D.

Queridos amigos,

saudações de todos nós de Focus on the Family. Espero que vocês estejam curtindo estes últimos dias de verão antes das várias responsabilidades que a primavera nos traz. Nosso ministério vai bem, embora, sendo bem honesto, nós poderíamos fazer um bom uso de uma pequena ajuda financeira. Se você pode providenciar esta assistência, nós seguramente ficaríamos contentes com este empurrãozinho. Jim Daly, nosso presidente e CEO junto de todo time ministerial ficariam aliviados em ter este apoio.

Mas sobre o assunto desta carta... Você sabe que de todos os assuntos que me interessa, criança é o assunto que está no topo da lista. Eu devotei grande parte de minha vida profissional ao bem-estar delas, primeiramente como um jovem professor, em 1960, depois como um psicólogo escolar e administrador, depois como pesquisador e professor em um grande hospital para crianças e desde 1977, em meu papel em Focus on the Family. A maior parte de meus livros é sobre crianças. Obviamente, eu amo crianças! Amo tudo sobre elas, e este é o porquê de eu ter feito meu doutorado sobre o desenvolvimento da criança na University of Southern California. Foi uma corrida recompensadora.

Eu digo isso para expressar minha preocupação constante à esta geração de crianças, especialmente durante os primeiros anos da infância. Muito depende de suas relações com suas mães e pais, que é uma questão que eu discuto com sagacidade em meu livro, Bringing up Boys. Eu desejo que cada pai, cada avô e cada professor esteja ciente do estudo que eu compartilho no capítulo “Mães e Filhos,” porque sérios equívocos estão acontecendo, equívocos que possuem implicações para toda a vida das crianças, tanto de meninos quanto de meninas.

Com isso em mente, deixe-me compartilhar uma parte de minha obra que foca mães e o vital papel que elas exercem. Se você não tem mais crianças, talvez possa passar esta carta adiante para alguém que tenha. Isso pode fazer uma diferença enorme na preciosa vida de um menino ou menina.