Texto compartilhado com a foto de Franklin Ferreira
Já que toda a prática é a prática de alguma teoria, é preciso
articular claramente a base teológica da prática ministerial. Por isso,
uma filosofia bíblica do ministério pastoral é essencial àqueles que
servem à igreja.1 Nesse caso, temos outra questão
importante, nesse tempo de profissionalização ministerial: é necessária
uma filosofia de ministério que reflita as demandas bíblicas do serviço
cristão, para estabelecer a base adequada pela qual o ministro e o povo
de Deus saberão de forma clara a que tarefa aqueles foram chamados por
Deus e separados pela igreja.
Comecemos com o texto bíblico, que afirma: “Lembrai-vos dos vossos
guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando
atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram. Jesus Cristo,
ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre. Não vos deixeis envolver
por doutrinas várias e estranhas, porquanto o que vale é estar o coração
confirmado com graça e não com alimentos, pois nunca tiveram proveito
os que com isto se preocuparam. (…) Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a
Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que
confessam o seu nome. (…) Obedecei aos vossos guias e sede submissos
para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas,
para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não
aproveita a vós outros.” (Hb 13.7-9, 15, 17). A partir desse texto,
precisamos perguntar: como podem ser descritas a tarefa dos servos da
Palavra, segundo a Escritura Sagrada e ilustrada na história da igreja?
