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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Livro: "Uma Ortodoxia Generosa" - Resenha

Por Claudia Kriguer
Queridas amigas, este texto é um pouco diferente dos artigos normais. Ele é o resultado da leitura comparada de dois autores sobre o mesmo tema: o que é o ponto central do verdadeiro Evangelho. O que tornou tudo interessante é que cem anos separam o emergente e pós-moderno Brian McLaren do pensador inglês G. K. Chesterton. Mas, como afirmou oQohelet, “Nada há de novo debaixo do sol!”. Leia com atenção e observe quantos temas atuais recebem uma abordagem sutilmente distorcida em nome do amor cristão. Uma Ortodoxia Generosa se tornou best sellercristão da noite para o dia, tal como o aclamado A Cabana. Por isso, convido-as a que exerçam seu discernimento, concordem, discordem, mas não deixem de avaliar tudo à luz das Escrituras, como certamente faria a nossa querida “mestra” Priscila. Bom “divertimento”.
Resenha de Uma Ortodoxia Generosa:  a Igreja em tempos de pós-modernidade.
Brian McLaren. Brasília: Editora Palavra, 2007.  328 p.

Este foi um dos livros mais difíceis de ler. Não que apresente linguagem complicada ou que tenha sido mal escrito. Pelo contrário, McLaren se provou um autor de qualidade superior, apresentando um texto bem amarrado e que provoca curiosidade com respeito às suas afirmações e conclusões. Ele faz jus à sua profissão pregressa de professor universitário de literatura, a qual, em minha modesta opinião, nunca deveria ter deixado em razão do pastorado.
McLaren é escritor articulado e inteligente; é bom observador e trata de forma analítica as questões abordadas. Infelizmente, sua prédica é grandemente prejudicada por suas premissas. O autor é consistentemente crítico com tudo o que possa representar o status quo do cristianismo evangélico conservador e é sistematicamente aberto a tudo que implique uma reação contrária ao establishmentcristão ortodoxo. Em suma, ele pode ser considerado um protótipo do pensamento emergente dentro dos arraiais evangélicos. O que torna o livro difícil de ler diz respeito a uns poucos aspectos nos quais a sua crítica aos cristãos conservadores se faz justa e à massiva quantidade de acusações dirigidas contra estes, que se provam insustentáveis ou injustas. A certa altura, alguns trechos chegam a parecer lamúrias de uma tia velha e amargurada com a vida (ver Introdução).