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domingo, 2 de junho de 2013

É a obediência necessária para a salvação?

Por Marcelo Berti

A questão sobre a relação da obediência e a salvação não deve ser menosprezada, pois a relação entre a obediência e a salvação é evidente nas escrituras. Entretanto, a questão que se nos impõe nesse artigo é: A obediência produzir a salvação? Que existe deliberada relação entre obediência e salvação nas escrituras não se pode negar, contudo, devemos nos perguntar: Existe causalidade entre um e outro? É a salvação que promove a obediência, ou a obediência que promove a salvação?

Segundo nos instrui Mateus, o jovem rico teria perguntado ao nosso Senhor: “Mestre, que farei de bom para ter a vida eterna?” (Mat.19.16). A este Jesus respondeu: “Se você quer entrar na vida, obedeça aos mandamentos” (v.17). Ao que esse texto parece indicar, nosso Senhor ensina o Jovem Rico que a obediência à Lei é um requisito para a Salvação. Paulo também parece favorecer a esse conceito quando diz: “Não me atrevo a falar de nada, exceto daquilo que Cristo realizou por meu intermédio em palavra e em ação, a fim de levar os gentios a obedecerem a Deus” (Rm.15.18). Esse texto parece indicar que a missão de Paulo era de levar os gentios à obediência a Deus, como uma missão de salvação. Será que a obediência é necessário para alguém chegar a salvação?

domingo, 25 de setembro de 2011

Guardar o dia de Sábado é uma lei para o cristão hoje?

Por John MacArthur

Acreditamos que as regulamentações que regem a observâncias do guardar o dia de sábado, no Antigo Testamento, são aspectos da lei cerimonial e não moral. Como tal, elas não estão mais em vigor, mas já passaram, juntamente com o sistema de sacrifícios, o sacerdócio levítico e todos os outros aspectos da lei de Moisés que prefigurou Cristo. Aqui estão as razões que sustentam nossa visão.

1. Em Colossenses 2:16-17, Paulo refere-se explicitamente ao guardar o dia de sábado como uma sombra de Cristo, que não é mais obrigatória desde que a substância (Cristo) veio. É bastante claro nos versos que o sábado semanal está em vista. A frase "nos sábados, nas luas novas e nas festas fixas" se refere aos dias santos do ano, meses e semanais do calendário judaico, mensal, dia anual, (cf. 1 Crônicas 23:31, 2 Crônicas 2:04; 31:3, Ezequiel 45:17; Oséias 2:11). Se Paulo estivesse referindo-se a datas cerimonial especiais de descanso nessa passagem, porque ele teria usado a palavra "sábado?” (Sabath) Ele já tinha mencionado as datas cerimoniais quando ele falou dos festivais e da lua nova.

2. O sábado era um sinal para Israel da aliança mposaica (Êxodo 31:16-17, Ezequiel 20:12; Neemias 9:14). Agora estamos sob uma Nova Aliança (Hebreus 8), já não estamos obrigados a observar o sinal da aliança mosaica.

3. O Novo Testamento não ordena aos cristãos a guardar o dia de sábado.

4. Em nossa única visão de culto, a igreja primitiva se encontrava no primeiro dia da semana (Atos 20:7).

5. Em nenhum lugar no Antigo Testamento as nações gentias foram ordenadas a guardar o dia de Sábado ou condenadas por não fazê-lo. Isso é estranho se a observância de guardar o dia sábado foi feita para ser um princípio moral eterno.

6. Não há nenhuma evidência na Bíblia de alguém que guardava o dia de sábado antes do tempo de Moisés, nem existem quaisquer comandos na Bíblia para guardar o dia de sábado antes da promulgação da lei no monte Sinai.

7. Quando os apóstolos se reuniram no Concílio de Jerusalém (Atos 15), eles não imporam o guarda o dia de Sábado sobre os cristãos gentios.

8. O apóstolo Paulo advertiu os gentios sobre diferentes pecados em suas epístolas, mas não guardar o dia de Sábado nunca foi uma das advertências.

9. Em Gálatas 4:10-11, Paulo repreende os gálatas por pensarem que Deus esperava que guardassem alguns dias especiais (incluindo o sábado).

10. Em Romanos 14:5, Paulo proíbe aqueles que guardavam o dia de sábado (estes eram sem dúvida cristãos judaicos) por condenar aqueles que não guardavam (os cristãos gentios).

11. Os pais da igreja primitiva, de Inácio a Agostinho, ensinoram que o Sábado do Antigo Testamento foi abolido e que o primeiro dia da semana (Domingo) seria o dia em que os cristãos deveria se reunir para o culto (contrário a reclamação de muitos adventista do sétimo dia que afirmam que o culto de domingo não foi instituído até o século IV).

12. O domingo não substituiu o sábado para ser dia de Sabath. Ao invés, o Dia do Senhor é um momento quando os crentes se reúnem para comemorar Sua ressurreição, que ocorreu no primeiro dia da semana. Cada dia, para o crente, é como um sábado, visto que nosso trabalho espiritual é o descanso na salvação do Senhor (Hebreus 4.9-11).

Enquanto estivermos seguimos o padrão de designar um dia da semana, para o povo do Senhor reunir em adoração, não nos referimos a isso como " guardar o dia de Sábado".

Tradução: Aeliton Lopes

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Moralismo não é Evangelho

Por Albert Mohler Jr.

Um dos mais impressionantes enunciados feitos pelo apóstolo Paulo é a sua acusação de que os crentes da Galácia teriam abandonado o evangelho. “Estou admirado de que tão depressa estejais desertando daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho” [Gálatas 1.6]. Com essa declaração tão enfática, percebemos que os gálatas tinham falhado no teste crucial de discernir o verdadeiro evangelho de suas falsificações.

Suas palavras não poderiam ser mais claras “ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja maldito. Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja maldito!” [Gálatas 1.8-9].

Essa advertência do apóstolo Paulo, expressada pelas suas palavras de espanto e tristeza, não é direcionada apenas para aquela igreja na Galácia, mas para toda congregação em todas as eras. Nos nossos próprios dias – e em nossas próprias igrejas – necessitamos desesperadamente dar ouvidos a essa advertência. Atualmente temos encontrado falsos evangelhos não menos subversivos e sedutores do que aqueles encontrados e abraçados pelos gálatas.