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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Quanto Apolo sabia sobre Jesus?

Por Thiago Zambelli


Nenhuma passagem bíblica fala mais e melhor sobre um homem chamado Apolo do que Atos 18.24-28:


Enquanto isso, um judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, chegou a Éfeso. Ele era homem culto e tinha grande conhecimento das Escrituras. Fora instruído no caminho do Senhor e com grande fervor falava e ensinava com exatidão acerca de Jesus, embora conhecesse apenas o batismo de João. Logo começou a falar corajosamente na sinagoga. Quando Priscila e Áqüila o ouviram, convidaram-no para ir à sua casa e lhe explicaram com mais exatidão o caminho de Deus. Querendo ele ir para a Acaia, os irmãos o encorajaram e escreveram aos discípulos que o recebessem. Ao chegar, ele auxiliou muito os que pela graça haviam crido, pois refutava vigorosamente os judeus em debate público, provando pelas Escrituras que Jesus é o Cristo.


Apolo, o judeu de nome grego, nasceu numa cidade intelectualizada, conhecia as Escrituras (Antigo Testamento), havia sido catequizado no caminho do Senhor e falava com destaque e precisão sobre Jesus. Depois de destacar sua origem, ensino e qualidade intelectual, Lucas (autor de Atos), diz: embora conhecesse apenas o batismo de João.

Essa frase, apesar de curta, diz muito. Ela ainda é motivo para longos diálogos que descorrem baseado na pergunta: “quanto Apolo sabia sobre Jesus?”

Espero, com esta breve pesquisa, conduzir o leitor a uma melhor compreensão sobre o que Apolo realmente conhecia sobre Jesus. Como método, transcrevo o que comentaristas escreveram sobre esta passagem, seguida de minha consideração final sobre o assunto.

>> Continue a leitura em Todah Elohim (Clique aqui)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Atos 18.18-28 Comentário Popular

 Por Thiago Zambelli




O comentário abaixo pode ser visto e baixado em PDF (Clique).


18 Paulo permaneceu em Corinto por algum tempo. Depois despediu-se dos irmãos e navegou para a Síria, acompanhado de Priscila e Áqüila. Antes de embarcar, rapou a cabeça em Cencréia, devido a um voto que havia feito.
Paulo permaneceu em Corinto por um ano e meio, durante sua segunda viagem missionária (18.11). Despediu-se dos irmãos e partiu para Cencréia, porto no istmo[1] de Corinto, junto de Priscila e Áquila. Em Cencréia, onde também havia uma igreja (Rm 16.1), Paulo rapou a cabeça devido um voto que fizera. Seu destino final era a Síria, onde estava a igreja de Antioquia, ponto de partida de suas três primeiras viagens.
Sobre o voto: apesar de ser gramaticalmente possível que tenha sido Áquila quem fez o voto, o contexto não o permite. A Bíblia nos fala sobre vários votos.  Jacó fez um voto (barganha), Absalão, Jefté, Ana e outros fizeram. Moisés escreveu várias leis relativas a votos. O voto de nazireu (Nm 6), por exemplo, possivelmente o mais conhecido deles, levava o israelita a se abster de vários líquidos e alguns alimentos. Impedia-o de estar na presença de cadáveres e o obrigava a deixar o cabelo crescer, para depois ser raspado e queimado no devido local, na entrada da Tenda do Encontro (Nm 6.18). Alguns comentaristas como John Gill, Matthew Henry, João Calvino e até mesmo o escritor de um comentário católico[2] creem que Paulo fez o voto de Nazireu, mas como alguém ciente que era livre da Lei. Por outro lado, em outros comentários encontramos outro ponto de vista: Vincent’s  Word Studies, New People’s Testament, Robertson Word Pictures, Jamieson, Fausset and Brown Commentary,[3] que dizem ser improvável (ou pouco provável) que fosse o voto de nazireu em função do requerimento da Lei dele ter de ser feito em Jerusalém. Ademais, alegam que este voto, de rapar a cabeça, era comum entre os judeus e gentios como sinal de agradecimento por livramentos. [4]
 
Para não deixar minha opinião em branco, faço minhas as palavras do autor de New People’s Testament:
“O porquê de ele ter feito o voto, por quanto tempo, e o que rapar a cabeça tem a ver com isso são questões de conjectura. O voto de nazireu requeria o rapar da cabeça em Jerusalém e o cabelo cortado oferecido no templo. Este não podia ser o voto de nazireu.”

Contra este argumento, todavia, John Stott, favor do ponto de vista que Paulo fez um voto de nazireu, diz que ele poderia cortar o cabelo e ser depois oferecido em Jerusalém e por isso o motivo da aparente pressa de Paulo nos vv.20-21.[5] Ademais, tanto Stott como alguns outros a favor deste ponto de vista, dizem que ele fez isso para alcançá-los com o Evangelho (cf. 1Co 9.20). Pessoalmente, não acredito que, à luz do texto de Números 6, este pudesse ser um voto de Nazireu, como já dito supra. Ainda assim, numa coisa parece que os comentaristas concordam: Paulo não fez o voto por legalismo.