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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Um credo para fundamentalistas

Por Augustus Nicodemus

É só uma sugestão. Acho que posso sugerir, pois fui criado numa denominação fundamentalista e mesmo que não pertença a ela hoje, continuo a ser chamado assim. Portanto, segundo meus críticos, devo entender razoavelmente do assunto.

Creio na inerrância das Escrituras. Isto não quer dizer que eu creio que a Bíblia foi ditada mecanicamente por Deus, que ela caiu pronta do céu, que sua linguagem é científica, que não há erros nas cópias, que as traduções são inerrantes (especialmente a King James), que as cópias em manuscritos existentes são inerrantes, que a Bíblia é exaustiva e que tudo que está na Bíblia é fácil de entender e interpretar. Quer dizer que eu acredito que os manuscritos originais foram infalivelmente inspirados por Deus e que, em conseqüência, a Bíblia é verdadeira em tudo o que afirma. Creio que pelas cópias existentes podemos ter certeza quase plena do que havia nos originais e que muitas das partes polêmicas e difíceis de interpretar não afetam a compreensão correta do todo.

Creio na divindade de Jesus Cristo. Isso não quer dizer que eu negue sua plena humanidade, a realidade de suas tentações, a sua preocupação com os pobres e as questões sociais. Não quer dizer que eu negue que ele foi gente de verdade, capaz de rir, de chorar, que passou por perplexidades e que aprendeu muita coisa gradativamente como as outras pessoas. Quer dizer tão somente que creio que ele era verdadeiro Deus e verdadeiro homem, muito embora eu não tenha todas as respostas para as perguntas levantadas pela doutrina das suas duas naturezas. Creio que sua morte na cruz tem eficácia para perdoar meus pecados, visto que não era um mero homem morrendo por suas próprias faltas. Sua vida, suas ações e seus movimentos podem servir de modelo para mim, embora sua religião não possa, pois ele não era cristão, como eu já disse em outra postagem.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Jesus afirmou ser Deus?

Por "Testemunha de Cristo"

O CONCEITO da Bíblia é claro. Não apenas é o Todo-poderoso Deus, Jeová, uma personalidade à parte de Jesus, mas Ele é sempre superior. Jesus sempre é apresentado como pessoa à parte e menor, um humilde servo de Deus. É por isso que a Bíblia diz claramente que “a cabeça do Cristo é Deus” assim como “a cabeça de todo homem é o Cristo”. (1 Coríntios 11:3) E é por isso que o próprio Jesus disse: “O Pai é maior do que eu.” — João 14:28,  O fato é que Jesus não é Deus e nunca afirmou ser. - Deve-se crer na Trindade, pp.20.

É verdade que o conceito da Bíblia é claro e que não devemos colocar ou tirar qualquer coisa dela. Também é verdade que apenas a palavra de Deus é verdadeira e suficiente de fato para falar a verdade. Por isso, é sempre importante voltarmos às Escrituras para conhecer o que ela ensina, afinal, esse é o propósito desse blog: apresentar o que a Bíblia realmente ensina sobre Jesus Cristo. (Autor falando de Testemunha de Cristo.)

Como vemos no livro Deve-se crer na Trindade, o autor tem plena convicção de que Jesus jamais foi chamado de Deus nas Escrituras e que Ele mesmo nunca afirmou ser Deus. Mas, será isso verdadeiro? É verdade que a Bíblia nunca chamou Jesus de Deus? E Jesus, nada falou sobre o assunto? Nesse breve post vamos investigar essas questões, com o objetivo de apresentar o que a Bíblia realmente ensina sobre Jesus.