Um debate sobre a correta interpretação do texto paulino aos romanos, capítulo 7, se dá com a seguinte pergunta: "estava Paulo falando sobre si mesmo naquele tempo, ou sobre quando ainda não era salvo?" O texto bíblico está abaixo e logo depois, o breve comentário do teólogo Carlos Osvaldo Pinto.
Texto - Romanos 7:13-20 (NVI)
E então, o que é bom se tornou em morte para mim? De maneira nenhuma! Mas, para que o pecado se mostrasse como pecado, ele produziu morte em mim por meio do que era bom, de modo que por meio do mandamento ele se mostrasse extremamente pecaminoso. Sabemos que a lei é espiritual; eu, contudo, não o sou, pois fui vendido como escravo ao pecado. Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio. E, se faço o que não desejo, admito que a lei é boa. Neste caso, não sou mais eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim. Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim.
Comentário em prol da posição que Paulo falava sobre si mesmo, naquela exata época em que escreveu, quando já era salvo.
- O uso do tempo presente;
- A posição da seção na carta, bem no meio da seção de santificação;
- Descrição de seu eterno conflito entre desejar a vontade de Deus e descobrir sua incapacidade em fazê-la, em contraste com a rebelião da pessoa não-salva contra Deus;
- Natureza representativa de sua luta, facilmente verificável na experiência cristã;
- Estreita conexão entre essa seção e o final do capítulo, onde Paulo claramente se identifica como cristão.
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