quarta-feira, 27 de junho de 2012

A nóia da bebida alcoólica na igreja evangélica

Por Marcelo G. dos Santos

Existe uma neurose na mente dos crentes acerca de bebida alcoólica. Vez por outra pessoas chegam a mim com as seguintes perguntas: “Pastor, beber é pecado? É pecado o crente ingerir bebida alcoólica? Existe algum problema em degustar um bom vinho, de um “porto” após as refeições? Tomar uma cerveja geladinha num dia quente? Tomar uma caipirosca na praia? Champanhe nas celebrações?”

Bem, em primeiro lugar, geralmente, as pessoas que fazem este tipo de pergunta, são pessoas que coam os mosquitos, enquanto engole os camelos. São pessoas que se escandalizam com quem bebe um copo de cerveja, mas não se escandaliza em sonegar imposto, em ser um trambiqueiro, um conversador, um invejoso, vingativo, avarento. Não se escandaliza em ser um comerciante que se orgulha dizendo assim: “Fiz um bom negócio, faturando sobre a ingenuidade de fulano”. O sujeito pode ser tudo isso, só não pode beber.

Em segundo lugar, para fazer estas perguntas você não precisa vir à igreja para se obter as respostas, basta observar as informações impressas nos rótulos de toda garrafa de bebida alcoólica, sobre o consumo moderado de álcool: “Beba com moderação”.

Em terceiro lugar, a Bíblia Sagrada ensina temperança, não abstinência. O cristianismo não é contra bebida alcoólica, mas contra a escravidão ao álcool e à embriaguez. A verdadeira espiritualidade não é incompatível com o prazer, mas com o prazer tornado a medida de todas as coisas; não é contrária à existência do elemento de prazer que pode causar males ao homem, mas favorável ao uso responsável dos prazeres que o criador concede graciosamente a eles.

Foi Deus quem deu sabor aos alimentos, inventou a libido e deu ciência ao homem para do fruto da videira fazer o vinho. O que não significa que Deus tenha prazer na gula, na imoralidade e na embriaguez.

Há alguns dias atrás, junto com alguns irmãos, fizemos um sarau poético e musical na sala de minha casa, regado a um bom vinho. E foi uma noite maravilhosa, celebramos a vida, porque cristianismo é quando a gente abre a janela e olha para o mundo. Nós não queremos ter um foco estreito de nossa espiritualidade, ficar vendo a vida pelo um túnel. Olha prá vida, vê as cores, ouvi os cantos dos pássaros, parar com essa coisa pequena, religiosa. Abrir os olhos para a beleza da vida.

Queremos olhar a vida com os olhos de Jesus, e não com olhar dos “evangélicos”, que é sempre um olhar doente, legalista, farisaico, e desumano.

Isso gera hipocrisia. O que desejamos é que as pessoas não sejam hipócritas, falsas, infantis nos processos da vida, mas que sejam pessoas verdadeiras, maduras, fazendo escolhas responsáveis, que viva a vida conforme sua consciência, e que tem a coragem de assumir sua própria consciência diante de Deus.

Há, antes que você pergunte: Cadê a Bíblia em seu comentário? Nos tempos de Jesus o viram comer de tudo (lhe chamaram de “glutão”); o viram beber de tudo (lhe designaram como “bebedor de vinho”); o viram andar com todos (foi chamado de “amigo de pecadores).

E tem mais, Jesus não bebia o vinho sem álcool como querem os fariseus modernos. O vinho que ele criou em Canã era vinho mesmo, como convinha ser em qualquer festa. O vinho da ceia, segundo Paulo (I Co 11), tinha o poder de fazer embriagar. Portanto, os cristãos primitivos, originais não tinham essa nóia acerca de bebida alcoólica.


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Sugestão de sermão sobre o assunto: "Felicidade e a Certeza" - Por Fernando Leite

terça-feira, 19 de junho de 2012

SEDI - Seminário Digital

Por T. Zambelli

Um dos meus principais objetivos com Todah Elohim e Pense Bíblia é divulgar bom conteúdo para que pessoas redimidas por Deus comunguem com Ele através da verdade, bem como conduzir os não-redimidos à percepção da necessidade de um genuíno relacionamento com o Criador.

Tendo em vista o alvo acima, o material que sugiro agora é um dos melhores que eu conheço para capacitar indivíduos e grupos na Palavra do Senhor. Veja o vídeo de divulgação abaixo:




Há vários vídeos demonstrativos (samples) do que é o SEDI em seu canal do YouTube (clique aqui). Invista tempo para conhecer este excelente material de proclamação da verdade de Deus:

Clique nas opções abaixo:
Também adiciono um exemplo de uma aula com o Prof. Carlos Osvaldo Cardoso Pinto (Ph.D.) sobre os livros históricos do Antigo Testamento:




Entre em contato com o SEDI (clique aqui).

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Homem, você é um grande culpado por sua mulher não conseguir lhe ajudar! (Vídeo)

Por T. Zambelli

Ainda estou aprendendo a falar direito e a olhar para a câmera como se eu tivesse falando com alguém... Queria me desculpar pelo "abrido" ao invés de "aberto" dentre os vários erros de português que cometi. Vivendo e aprendendo, :)




Gravado para a Igreja Batista Cidade Universitária

Veja o artigo escrito em Todah Elohim (com opção de áudio)

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Canonicidade Bíblica

Por Gaspar de Souza


Introdução
Praticamente não nos envolvemos em debates acerca da composição e extensão das Escrituras do Antigo e Novo Testamento. Isso porque já nascemos com uma Bíblia na mão, não importa a tradição. As Sociedades Bíblicas já nos entregam a “bíblia” pronta e não percebemos que a “Coleção de Escritos” ali contida tem um longo processo de formação e calorosas discussões. Premissas acerca da Autoridade da Igreja, Inspiração dos Textos Sagrados, de sua Preservação, da Revelação e outros assuntos são subjacentes à Canônica 1.  

Embora o resultado da forma final das “bíblias”2  seja decisão Conciliar como veremos abaixo, é preciso um exame histórico-teológico da questão. Como diz F. F. Bruce3 :
A crença cristã histórica é que o Espírito Santo, que presidiu à formação de cada um dos livros, também lhes dirigiu a seleção e incorporação, continuando assim a cumprir à promessa do Senhor de que ele guiaria os discípulos a toda verdade. Isso, no entanto, só pode ser discernido por uma percepção espiritual, e não por uma pesquisa histórica. Nosso propósito, então, é averiguar o que a pesquisa histórica revela sobre a origem do cânon neotestamentário. Alguns dirão que nós aceitamos os vinte e sete livros do Novo Testamento pela autoridade da Igreja, mas mesmo assim como essa instituição veio a reconhecer esses livros, e nenhum outro mais, como dignos de serem colocados no mesmo nível de inspiração e autoridade do cânon do Antigo Testamento?
Essas indagações nos conduzem a ver que muitos aspectos importantes acerca do Cânon ainda precisam ser debatidos. Para muitos, algumas questões resolvem-se apelando para as mesmas decisões conciliares. Por exemplo, entre os Protestantes, especialmente aqueles ligados à Confessionalidade Histórica, pode-se simplesmente apelar para uma Confissão e dar a discussão por encerrada. Vejamos o caso de nossos Símbolos, especialmente em sua Confissão de Fé. No Capítulo I e § 2 e 3, diz o Símbolo sobre a extensão do Cânon:
II. Sob o nome de Escritura Sagrada, ou Palavra de Deus escrita, incluem-se agora todos os livros do Velho e do Novo Testamento, que são os seguintes, todos dados por inspiração de Deus para serem a regra de fé e de prática: O Antigo Testamento: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, I Samuel, II Samuel, I Reis, II Reis, I Crônicas, II Crônicas, Esdras, Neemias, Ester, Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias. O Novo Testamento: Mateus, Marcos, Lucas, João, Atos, Romanos, I Coríntios, II Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I Tessalonicenses, II Tessalonicenses, I Timóteo, II Timóteo, Tito, Filemon, Hebreus, Tiago, I Pedro, II Pedro, I João, II João, III João, Judas, Apocalipse. III. Os livros geralmente chamados Apócrifos, não sendo de inspiração divina, não fazem parte do cânon da Escritura; não são, portanto, de autoridade na Igreja de Deus, nem de modo algum podem ser aprovados ou empregados senão como escritos humanos.

Note que a CFW apresenta os 66 livros como o temos hoje nas Bíblias Protestantes, bem como a rejeição dos livros chamados apócrifos, mas não apresenta os critérios para esta coleção. Houve um longo processo histórico para aceitação e, ainda hoje, pelo menos entre os Protestantes, não há mais discussão sobre tal extensão.4  No entanto, as Bíblias Católicas possuem uma extensão diferente dos Protestantes. 

O estudo do Cânon é importante para que se possa obedecer a Deus de forma correta e não incorrer em morte: “Porque esta palavra não vos é vã, antes é a vossa vida; e por esta mesma palavra prolongareis os dias na terra a qual, passando o Jordão, ides a possuir” (Dt 32. 47).
Nome e Conceito (Canonicidade e Apócrifos) 5

quarta-feira, 6 de junho de 2012

A Receita do Pastor com Sucesso

Por Paul Tripp

Estou convencido de que muitos dos problemas no ambiente pastoral resultam de uma definição nada bíblica dos ingredientes essenciais do sucesso para o ministério. É claro que muitos futuros candidatos esperam uma "vibrante caminhada com o Senhor", mas essas palavras ficam geralmente desfiguradas através de um processo que faz poucas perguntas nesta área e espera grandes respostas. Estamos realmente interessados em conhecimento (teologia correta), capacidade (boa pregação), filosofia ministerial (edificação da igreja), e experiência (é o seu primeiro pastorado?). Já ouvi de líderes da igreja, em momentos de crise pastoral, dizer muitas vezes: "Não conhecemos o homem que contratamos."

O que significa conhecer o homem? Significa saber qual é a verdadeira condição do seu coração - até onde seja possível. Do que ele realmente gosta, e o que despreza? Quais são suas esperanças, sonhos, temores? Quais são os desejos profundos que o entusiasmam ou o paralisam? O que ele pensa de si mesmo? Até que ponto está aberto à confrontação, a critica e ao encorajamento? Até que ponto está comprometido com a santificação?

Ate que ponto está aberto às tentações, fraquezas e fracassos? Até que ponto está preparado para ouvir e condescender com a sabedoria dos outros? Ele considera o ministério pastoral um projeto comunitário? Tem um coração manso, submisso? É simpático e hospitaleiro, é um pastor e está disposto para com aqueles que estão sofrendo? Que qualidades de caráter sua esposa e filhos costumam usar para descrevê-lo? Ele aplica a si mesmo as suas pregações? Seu coração se comove e sua consciência costuma se entristecer quando olha ara si mesmo no espelho da Palavra? Até que ponto sua vida devocional é robusta, consistente, alegre e vibrante?