sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Uma filosofia do ministério pastoral

Texto compartilhado com a foto de Franklin Ferreira

Já que toda a prática é a prática de alguma teoria, é preciso articular claramente a base teológica da prática ministerial. Por isso, uma filosofia bíblica do ministério pastoral é essencial àqueles que servem à igreja.1  Nesse caso, temos outra questão importante, nesse tempo de profissionalização ministerial: é necessária uma filosofia de ministério que reflita as demandas bíblicas do serviço cristão, para estabelecer a base adequada pela qual o ministro e o povo de Deus saberão de forma clara a que tarefa aqueles foram chamados por Deus e separados pela igreja.

Comecemos com o texto bíblico, que afirma: “Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram. Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre. Não vos deixeis envolver por doutrinas várias e estranhas, porquanto o que vale é estar o coração confirmado com graça e não com alimentos, pois nunca tiveram proveito os que com isto se preocuparam. (…) Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome. (…) Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros.” (Hb 13.7-9, 15, 17). A partir desse texto, precisamos perguntar: como podem ser descritas a tarefa dos servos da Palavra, segundo a Escritura Sagrada e ilustrada na história da igreja?

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Quão específico devo ser ao confessar um pecado para alguém? (Áudio em inglês)

Com Dr. Powlison e Cecelia Bernhardt



How specific should I be in confessing sin?
(Quão específico eu devo ser em confessar pecados?)



Fonte: CCEF

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Duas dicas sábias para alunos inteligentes

Por T. Zambelli

Minha maior motivação em escrever este artigo é poder ajudar os alunos inteligentes a serem também alunos sábios. Talvez nem todos, à priori, percebem que existe uma diferença entre sabedoria e inteligência.

Enquanto inteligência é a capacidade de lidar com diferentes níveis de problemas, sabedoria é a habilidade para lidar de forma prática as dificuldades reais do cotidiano. Enquanto uma pessoa inteligente enxerga a solução de um problema matemático/lógico, a pessoa sábia prevê situações baseada em seu conhecimento e suas experiências do dia a dia. Enquanto uma pessoa inteligente é dotada de informações históricas sobre um dado assunto, a pessoa sábia aplica a história no presente e planeja o futuro. Enquanto o inteligente garante boas notas na escola, o sábio administra seu tempo de estudo e lazer com objetivos que vão além de um boletim escolar.

Enfim, inteligência e sabedoria não são a mesma coisa, no entanto, é fato que ambas se comunicam e permutam significados. 



Ao observar a Palavra de Deus, quais são os exemplos de pessoas inteligentes que você se recorda?

Apolo é alguém que rapidamente me vem à mente. Acredito que ele é um exemplo indubitável de pessoa inteligente, veja:

Enquanto isso, um judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, chegou a Éfeso. Ele era homem culto e tinha grande conhecimento das Escrituras. Fora instruído no caminho do Senhor e com grande fervor falava e ensinava com exatidão acerca de Jesus, embora conhecesse apenas o batismo de João (Atos 18.24-25).

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

A primazia das Escrituras (2Pe 1)

Por T. Zambelli


Observação: há uma frase no vídeo que meu pensamento acelerou e minhas palavras não saíram: "Muitas vezes nós colocamos nossas experiências pessoais com Deus..." O final coerente do que eu pensava era: "como a coisa mais importante ou fundamental".

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Uma perspectiva bíblica sobre Cura Interior

Por Daniel D.

Sinto em ter que citar isso, mas é a pura verdade: “É compreensível que o mundo rejeite a água viva [Jesus Cristo] quando busca compreender e ajudar os que sofrem de problemas vivenciais. Contudo, à medida que o mundo passou a rejeitar as respostas bíblicas, a igreja começou a duvidar de sua própria doutrina de pecado, salvação e santificação no que se refere a sofrimentos mentais, emocionais e a problemas comportamentais”. (Livro Aconselhamento – Integrando a Psicoterapia e a Bíblia? Página 64). Infelizmente, “o caminho psicológico usurpou o lugar do caminho espiritual; as opiniões psicológicas do homem têm contaminado a Palavra de Deus” (Idem, página 65).

Definição

Cura interior (psicoterapia), também chamada restauração da personalidade e restauração da alma, é um movimento neopentecostal moderno que visa a descoberta e o tratamento de problemas emocionais, como medo, complexos (de inferioridade, rejeição etc.), baixa auto-estima no intuito de que as pessoas sejam tratadas no espírito, na alma e no corpo, com ênfase na cura da alma.Coisas do passado que foram causa de sentimentos ou pensamentos negativos devem ser tratadas desde a raiz, segundo os teóricos da cura interior. A cura interior dá-se a partir de conhecimentos na área de psicologia, com aplicações de passagens bíblicas respectivas, oração, dentre outras coisas.É um termo muito usado atualmente, principalmente nas igrejas que aderiram ao G12 ou em outras simpatizantes com essa nova crença.

Somente a conversão pode restaurar o homem.

A derrocada tentativa da cura interior de restaurar o velho homem é uma flagrante usurpação do papel da salvação na vida do cristão. Se analisarmos a doutrina da salvação à luz da Bíblia, concluiremos que salvação é “restaurar o que a queda causou”. Ora, somente com a salvação vinda de Deus o homem pode ser restaurado. Se houvesse alguma ferramenta humana para isso Deus não teria enviado seu Filho ao mundo para nos salvar. A Bíblia nos aponta que Jesus é o salvador: “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido”. (Lc.19.10). Seu nome é a expressão da salvação de Deus, que vem do hebraico “Yehovshua”. Quer dizer “o SENHOR é a salvação”. Toda a ajuda vem do alto e não da terra. Quando Jesus falava de novo nascimento a Nicodemos (Jo.3.3,5), a palavra empregada no texto grego para nascer “de novo” é “anothen”, que quer dizer: de cima, do alto, de coisas que vem do céu. Em fim, para quê restaurar o homem com auxílio de ferramentas carnais, terrenas, se nós temos a providência vinda do céu? Bem disse o apóstolo Paulo: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo”. (2Co.10.4,5). Não precisamos utilizar da cura interior para restaurar a alma do homem, pois a ação do alto é suficiente. E quando teimamos nisso anulamos a cruz de Cristo. O apóstolo Paulo nunca ousou fazer uso de ferramentas humanas para trazer restauração nas pessoas: “Porque não me enviou Cristo para batizar, mas para pregar o evangelho; não com sabedoria de palavra, para que se não anule a cruz de Cristo”. (1Co.1.17). Note o cuidado de Paulo para não introduzir em sua mensagem de restauração ferramentas de sabedoria humana.

Jesus é suficiente.

Disse Jesus: “Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”. (Mt.11.28). Não tem como fingir ou fugir dessa realidade. Ora, se Jesus nos chama até ele e nos promete o alívio, porque buscar outras fontes se creio que Jesus é suficiente na minha vida? Na verdade, muitos pastores e cristãos estão negando a suficiência de Cristo em suas vidas. Só Jesus conhece o coração humano e sabe como tratá-lo. Só ele pode fazer com que o homem seja restaurado. Na conversão, Jesus passa a fazer morada dentro do coração humano: “Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada”. (Jo.14.23). Como uma pessoa tem Cristo em seu coração e apela para práticas da cura interior para tratar-se? É justo o questionamento de Paulo quando diz: “Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados”. (2Co.13.5). O grande problema hoje é que os crentes não estão se convertendo, daí apelam para recursos carnais de tratamento do coração (alma).

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Vidas Secas

Por Fábio José Grigório

A escassez de chuva provoca o que conhecemos com seca, e de tempos em tempos ouvimos notícias sobre este fenômeno que castiga principalmente o nordeste do nosso país, além de outras regiões além do nosso Brasil. Quando ocorrem as secas, os retratos que se pintam são de um povo cujas terras clamam por uma gota de água, um verde brotando e cujas vidas almejam ter sua fome e sede saciadas.

No Salmo 63 podemos perceber o salmista falar sobre o seu desejo de viver para Deus, que é descrito como uma alma que tem sede de Deus e almeja saciá-la ou ainda, como uma terra castigada pelo sol, seca e sedenta por água. Observe: “Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água (Sl 63.1)”.

Podemos notar também no Salmo 42.1 o salmista falando sobre sua sede por conhecer e viver para Deus sendo comparada agora a uma corça que suspira pelas águas, um animal sedento. O salmista demonstra um intenso desejo por ter esta sede de Deus sendo saciada.

Algumas vezes nossas vidas estão secas, áridas, sem “vida” e cabe a todos nós a pergunta, que deve ser feita individualmente. Qual é a minha reação diante de uma realidade como esta? Tristeza? Desejo de mudar? Ignorar a situação? Buscar solução?Corremos o risco de viver indiferentes a esta realidade, em nossas vidas. Precisamos de “água”, mas não buscamos na fonte certa ou não há em nossos corações o mesmo desejo que percebemos na vida do salmista, que diz: “Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente...” ou ainda: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo...

Cuidemos de nossas vidas para que esta esteja sempre bem irrigada com a Palavra de Deus, transbordando do Seu amor e graça e contagiando aqueles que nos cercam, saciando a nossa sede e levando água viva àqueles que também estão sedentos.  

Fonte: IBCU