domingo, 29 de abril de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Argumento Moral – William Lane Craig
Por Marcelo Berti
Um grupo de eticistas como Robert Adams, William Alston, Mark Linville, Paul Copan, John Hare, Stephen Evans e outros tem defendido várias formas de argumentos morais para a existência de Deus. A fim de entender a versão do argumento moral que eu defendo em meu próprio trabalho, é necessário que nós compreendamos duas importantes distinções.
Primeiro, nós devemos distinguir valores morais de deveres morais. Valores têm a ver com algo ser bom ou mau. Deveres têm a ver com algo ser certo ou errado. Você pode estar pensando agora que esta distinção não faz diferença alguma: “bom” e “certo” significam a mesma coisa, e o mesmo ocorre com “mau” e “errado”. Mas se você pensar um pouco verá que este não é o caso. Um dever tem a ver com obrigação moral, o que você deve ou não deve fazer. Mas obviamente você não é moralmente obrigado a fazer alguma coisa apenas porque ela será boa para você. Por exemplo, seria bom para você se tornar um doutor, mas você não está moralmente obrigado a se tornar um doutor. Além do mais, também seria bom a você se tornar um bombeiro ou uma dona de casa ou um diplomata, mas você não pode ser todas estas coisas. Desta forma, existe uma diferença entre bem/mal e certo/errado. Bem/mal tem a ver com valer a pena, enquanto certo/errado tem a ver com obrigação.
Segundo, existe a diferença entre ser objetivo e subjetivo. Por “objetivo” eu quero dizer “independente da opinião das pessoas”. Por “subjetivo” eu quero dizer “dependente da opinião das pessoas”. Desta forma, dizer que existem valores morais objetivos significa dizer que alguma coisa é boa ou má independentemente do que qualquer pessoa pense sobre isto. De forma similar, dizer que temos deveres morais objetivos significa dizer que certas ações são corretas ou erradas a nós a despeito do que as pessoas pensam sobre isto. Assim, por exemplo, dizer que o Holocausto foi objetivamente errado é dizer que ele foi errado mesmo que os nazistas que o levaram a cabo pensassem que aquilo era correto, e que isto continuaria sendo errado mesmo se os nazistas tivessem vencido a II Guerra Mundial e tivessem tido sucesso em exterminar ou fazer lavagem cerebral em todos que discordassem deles para que todos, desta forma, acreditassem que o Holocausto era correto.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Curso de Cristologia
Por Marcelo Berti
3. A história de Cristo segundo o Antigo Testamento
4. A história de Cristo segundo o Novo Testamento
5. Os ensinos de Cristo: O Reino de Deus e Sua Ética
10. Declarações específicas da humanidade de Cristo
11. União hipostática – História e declarações teológicas
13. Morte de Cristo – Heresias e Teorias
14. Declarações teológicas da Morte de Cristo
Apresentação
O curso de Cristologia apresentado pelo Teologando nada mais é do que a coleção de 16 aulas ministradas pelo Marcelo Berti na Igreja Batista Cidade Universitária. A proposta deste curso é oferecer uma visão introdutória e abrangente dos aspectos mais importantes da doutrina de Cristo segundo as escrituras.
Visão Geral do Curso:
- Curso sobre a pessoa de Cristo com tripla perspectiva:
- Teológica
- Apologética
- Vida Cristã
- É um curso introdutório;
Objetivos
- Reforçar seus conhecimentos a respeito da Pessoa e Obra de Jesus Cristo
- Aprimorar sua visão sobre o que as Escrituras ensinam sobre Ele
- Para que você se torne apto a:
- Identificar as recorrentes distorções a respeito da doutrina cristã
- Aplicar em sua vida pessoal os ensinamentos de Cristo.
Importância
- Salvação: Salvação somente através de Cristo, por meio da fé (Jo.14.6; Ef.2.8-9);
- Vida Cristã: Sem Cristo, não podemos fazer nada (Jo.15.1-5);
- Verdade: Jesus Cristo é o crivo da verdade cristã (Jo.14.6; 17.17);
- Cristo: “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho” 1Jo.2.22
- Homem: “Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus” 1Jo.4.2
- Ortodoxia: “Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho” 2Jo.1.9
Abaixo, deixamos os links para todas as aulas relacionadas a pessoa de Jesus Cristo.
Bom proveito!
Aulas:
Clique nos títulos para os vídeos.
Clique nos títulos para os vídeos.
1. Historicidade de Cristo na opinião de não cristãos
Nesse vídeo trataremos da introdução do curso de cristologia oferecido por Marcelo Berti na Igreja Batista Cidade Universitária durante os meses de Maio e Junho de 2011. A pergunta a ser respondida nesse vídeo é: Jesus Cristo realmente existiu? Para responder a essa pergunta vamos discorrer sobre fontes não cristãs antigas e o testemunho que elas oferecem sobre Jesus Cristo. (52 min)
2. Historicidade de Cristo na opinião de cristãos (fora do NT)
Nesse vídeo encontramos a continuação da aula sobre a historicidade de Cristo e nela continuamos a responder a pergunta: Jesus Cristo realmente existiu? A ênfase nessa aula é verificar o que algumas das fontes cristãs fora do Novo Testamento afirmam a respeito de Cristo e de sua historicidade. Serão examinadas nessa aula as cartas de Clemente de Roma, Inácio de Antioquia, a Carta a Diogneto e a Epístola de Barnabé. (39 min)
3. A história de Cristo segundo o Antigo Testamento
Nesse vídeo iniciamos o estudo a respeito da história de Cristo tal como apresentada pelas escrituras. A intenção dessa aula é responder a pergunta: Como as escrituras contam a história de Cristo? A ênfase dessa aula é observar 42 das 312 profecias referentes a pessoa do Messias e como as declarações dessas profecias se cumprem cabalmente na figura histórica de Jesus Cristo, de acordo com o Novo Testamento. (49 min)
4. A história de Cristo segundo o Novo Testamento
Nesse vídeo iremos abordar a pessoa de Jesus Cristo segundo a visão dos evangelistas. A intenção dessa aula é responder a pergunta: Como as escrituras contam a história de Cristo? A ênfase dessa aula será sobre o quadro geral que os quatro evangelhos do Novo Testamento pintam sobre Jesus Cristo, e introduzir alguns dos conceitos que iremos tratar nas próximas aulas sobre sua Pessoa. (53 min)
5. Os ensinos de Cristo: O Reino de Deus e Sua Ética
Nesse vídeo vamos examinar alguns dos ensinos de Jesus Cristo e verificar o que se pode conhecer de sua pessoa a partir dos seus ensinos registrados nos evangelhos do Novo Testamento. O obejteivo dessa aula é responder a pergunta: O que Jesus Cristo realmente ensinou? Para responder a essa pergunta vamos observar dois aspectos centrais da mensagem de Cristo: Sua visão sobre o Reino de Deus e sobre a Ética Cristã. (50 min)
6.Os milagres de Cristo
Nesse vídeo trataremos dos relatos dos Evangelhos do Novo Testamento sobre os milagres de Cristo visando responder a pergunta: O que os milagres de Cristo testemunham sobre Sua Pessoa? Com uma ênfase panorânica, nesta aula veremos a perspectiva dos Evangelhos Sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) e do Quarto Evangelho (João) a respeito do valor teológico dos milagres de Cristo. (48min)
7. História e declarações gerais da divindade de Cristo
Nessa aula vamos aprensentar uma breve visão história sobre os debates a respeito da Divindade de Cristo e então retornar ao testemunhos das escrituras a respeito da Divindade de Cristo. A pergunta a ser respondida nessa aula é: As escrituras ensinam que Jesus é Deus? Nessa aula também trataremos das heresias conhecidas como Adocionismo e Arianismo, seus proponentes e uma resposta bíblica para elas. (50 min)
8. Declarações específicas da divindade de Cristo
Nessa aula trataremos de outras questões relacionadas a divindade de Cristo segundo as escrituras. Nessa aula continuamos a responder a questão: As escrituras afirmam que Cristo é Deus? Quais a implicações disso? Nessa aula trataremos de quatro declarações negativas ao assumirmos que Jesus é Deus: 1. Ele não é o Pai; 2. Ele não é idêntico ao Pai; 3. Ele não está em igualdade com o Pai; 4. Não é menos divino que o Pai. (50 min)
9. História e declarações gerais da humanidade de Cristo
Nessa aula trataremos da Humanidade de Cristo segundo a declaração das escrituras. Como de costume, iniciaremos por apresentar as heresias histórias a respeito da humanidade de Cristo e seus equívocos. Tendo feito isso, apresentaremos 6 declarações bíblicas que comprovam sua plena humanidade: 1. Seu nascimento; 2. Seu desenvolvimento; 3. Seus nomes; 4. A existência de elementos essenciais a natureza humana; 5. Fraquezas reconhecidamente humanas e por fim, 6. oO fato de que Ele foi reconhecido como ser humano. (47 min)
10. Declarações específicas da humanidade de Cristo
Nessa aula trataremos de questões teológicas relacionadas a humanidade de Cristo, a saber,seu nascimento virginal, sua relação com o pecado e a necessidade de ser Cristo feito homem. A intenção é reafirmar três conceitos teológicos decorrentes de declarações das escrituras a respeito da humanidade real de Jesus Cristo. (43min)
11. União hipostática – História e declarações teológicas
Nessa aula trataremos tanto da humanidade quanto da divindade de Cristo, e nossa intenção é responder a pergunta: Jesus Cristo é verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus?Pretendemos apresentar algumas heresias antigas a respeito da pessoa de Cristo, a definição da União Hipostática e a declaração das escrituras a respeito da pessoa única de Cristo. (50min)
12. Kenosis – O ensino das escrituras
Nessa aula trataremos da doutrina da encarnação de Cristo de acordo com as escrituras. Nossa intenção é responder a pergunta a respeito da natureza de Cristo e do milagre da encarnação. Para isso, iremos observar três versos que falam a respeito de Sua encarnação: 1. Jo.1.14; 2. 1Tm.3.16 e 3. Fl.2.5-11. Ou seja, vamos tratar do fato que Cristo “tornou-se o que não era sem deixar de ser o que dantes fora”. (49min)
13. Morte de Cristo – Heresias e Teorias
Nessa aula iniciaremos a organizar as informações relacionadas a humanidade e divindade de Cristo e suas implicações na morte de Cristo. Também trataremos de 5 diferentes teorias a respeito da Morte de Cristo, buscando demonstrar nas escrituras suas qualidades e desvios. (54min)
14. Declarações teológicas da Morte de Cristo
Nessa aula trataremos das declarações bíblicas a respeito da necessidade da morte de Cristo e das implicações teológicas da mesma. Nela afirmaremos que a morte de Cristo foi em substituição dos pecadores, em redenção do pecado, para reconciliação com Deus e para aplacar a ira divina contra o pecado e o pecador. (40min)
15. Teorias alternativas para a ressurreição de Cristo
Nessa aula trataremos dos assuntos relacionados à Ressurreição de Cristo e suas principais objeções. A intenção é apresentar e refutar tais objeções para então discutir as evidêncas bíblicas da ressurreição física e real de Cristo. (49min)
16. Teologia da Ressurreição de Cristo
Na última aula da série sobre cristologia vamos estudar sobre as implicações teológicas e declarações bíblicas sobre a ressurreição física de Cristo.Também trataremos da ascensão de Cristo e suas implicações teológicas segundo as escrituras
terça-feira, 17 de abril de 2012
Sabedoria e Redes Sociais
Por Fernando Leite
Quando são muitas as palavras o pecado está presente, mas quem controla a língua é sensato. Pv 10.19
Até o insensato passará por sábio, se ficar quieto, e, se contiver a língua, parecerá que tem discernimento. Pv 17.28
Passagens bíblicas como essas são clássicas e, portanto, bem conhecidas. O conceito chave ensinado nelas é que o muito falar potencializa o pecado e a insensatez, ao passo que a contenção da língua promove e transmite sensatez e discernimento. Este conceito era muito mais contido antes do fenômeno das redes sociais, pois aquilo que se falava, normalmente estava restrito ao contexto onde se falava.
Nos dias de hoje, o ato de escrever nas redes sociais dá oportunidade à proliferação de insensatez, e consequente juízo, ou de sensatez e consequente edificação. Tanto o pecado quanto a santidade alcançam hoje esferas nunca antes imaginadas.
O risco de transgredir com o muito falar é hoje enormemente potencializado, fato que requer de cada um de nós muito mais cuidado para não ser insensato e pecar. Em um evento recente observei que pessoas com a melhor das intenções, postaram uma notícia importante, que havia se corrompido tal como no 'telefone sem fio'. Desta experiência, destaco três lições que todos nós devemos considerar no sábio uso das redes sociais:
terça-feira, 3 de abril de 2012
Argumento Teleológico – William Lane Craig
Chegamos agora ao argumento teleológico,
ou o argumento para o design. Embora os defensores do chamado movimento
Design Inteligente têm continuado a tradição de focar em exemplos de
design em sistemas biológicos, o ponto de corte da discussão
contemporânea se concentra no extraordinário ajuste fino do cosmo para a
existência de vida.
Antes de discutirmos este argumento, é
importante entender que por “finamente ajustado”, ninguém não está
querendo dizer “projetado” (do contrário o argumento seria obviamente
circular). Na verdade, durante os últimos cinquenta anos os cientistas
têm descoberto que a existência de vida inteligente depende de um
equilíbrio complexo e delicado das condições iniciais simplesmente dadas
no próprio Big Bang. Este equilíbrio é conhecido como “ajuste fino” do
universo.
O ajuste fino é de dois tipos. Primeiro,
quando as leis da natureza são expressas como equações matemáticas você
encontrará nelas certas constantes, como a constante que representa a
força da gravidade. Estas constantes não são determinadas pelas leis da
natureza. As leis da natureza são consistentes com uma ampla gama de
valores para estas constantes. Segundo, em adição a estas constantes,
existem certas quantidades arbitrárias colocadas como condições iniciais
sobre as quais as leis da natureza operam, por exemplo, a quantidade de
entropia ou o equilíbrio entre matéria e antimatéria no universo.
Agora, todas estas constantes e quantidades arbitrárias se encaixam em
uma extraordinária faixa estreita de valores que permitem a existência
de vida. Se estas constantes ou quantidades fossem alteradas em menos do
que a largura de um fio de cabelo, o equilíbrio que permite a
existência de vida seria destruído e nenhum organismo de qualquer
espécie poderia existir. [1]
Por exemplo, uma mudança no vigor da força atômica de uma parte em 10100
teria impedido a existência de vida no universo. A constante
cosmológica que conduz a inflação do universo e que é responsável pela
recente descoberta aceleração da expansão do universo é
inexplicavelmente ajustada para cerca de uma parte em 10120.
Roger Penrose da Universidade de Oxford calculou que as excentricidades
da condição de baixa entropia do Big Bang serem por mero acaso são da
ordem de uma parte em 1010(123). Penrose comenta, “Eu não
consigo me lembrar de qualquer outra coisa na física cuja exatidão se
aproxime, mesmo que remotamente, de uma parte em 1010(123) ”[2].
E não se trata de apenas uma constante ou quantidade arbitrária ser
requintadamente ajustada para dado valor; as relações das constantes e
quantidades umas com as outras precisam de igual modo ser finamente
ajustadas. Assim, improbabilidade é multiplicada por improbabilidade até
que nossas mentes se percam em números tão incompreensíveis.
Assinar:
Postagens (Atom)



