terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Quanto Apolo sabia sobre Jesus?

Por Thiago Zambelli


Nenhuma passagem bíblica fala mais e melhor sobre um homem chamado Apolo do que Atos 18.24-28:


Enquanto isso, um judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, chegou a Éfeso. Ele era homem culto e tinha grande conhecimento das Escrituras. Fora instruído no caminho do Senhor e com grande fervor falava e ensinava com exatidão acerca de Jesus, embora conhecesse apenas o batismo de João. Logo começou a falar corajosamente na sinagoga. Quando Priscila e Áqüila o ouviram, convidaram-no para ir à sua casa e lhe explicaram com mais exatidão o caminho de Deus. Querendo ele ir para a Acaia, os irmãos o encorajaram e escreveram aos discípulos que o recebessem. Ao chegar, ele auxiliou muito os que pela graça haviam crido, pois refutava vigorosamente os judeus em debate público, provando pelas Escrituras que Jesus é o Cristo.


Apolo, o judeu de nome grego, nasceu numa cidade intelectualizada, conhecia as Escrituras (Antigo Testamento), havia sido catequizado no caminho do Senhor e falava com destaque e precisão sobre Jesus. Depois de destacar sua origem, ensino e qualidade intelectual, Lucas (autor de Atos), diz: embora conhecesse apenas o batismo de João.

Essa frase, apesar de curta, diz muito. Ela ainda é motivo para longos diálogos que descorrem baseado na pergunta: “quanto Apolo sabia sobre Jesus?”

Espero, com esta breve pesquisa, conduzir o leitor a uma melhor compreensão sobre o que Apolo realmente conhecia sobre Jesus. Como método, transcrevo o que comentaristas escreveram sobre esta passagem, seguida de minha consideração final sobre o assunto.

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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Não desperdice seu câncer!

Por John Piper

16 de Fevereiro de 2006
Estou escrevendo estas palavras na véspera da cirurgia do câncer na minha próstata. Creio no poder de Deus para curar — por meio de um milagre e da medicina. Sei que é certo e bom orar pelos dois tipos de cura. O câncer não é desperdiçado ao ser curado por Deus. Ele recebe a glória — e isto porque o câncer existe. Então, não orar pela cura pode desperdiçar seu câncer. Mas a cura não é o plano de Deus para todos. E existem muitas outras formas de desperdiçar seu câncer. Estou orando por mim e por você, para que não desperdicemos esta dor .
1. Você desperdiçará seu câncer caso não creia que isto foi planejado por Deus.
Não diga que Deus apenas usa nosso câncer, mas que não o planeja. O que Deus permite, ele o faz por uma razão. E está razão é sua vontade. Se Deus prevê desenvolvimentos moleculares tornando-se cancerígenos , ele pode deter isto ou não. Se não, ele tem um propósito. Por ser infinitamente sábio, é correto chamar este propósito de plano. Satanás é real e causa muitos prazeres e dores. Mas ele não é a causa última . Assim , quando ele atacou Jó com úlceras (Jó 2:7), Jó atribuiu-as a Deus (2:10), e o escritor inspirado concorda: “e o consolaram de todo o mal que o Senhor lhe havia enviado” (Jó 42:11). Se você não crê que seu câncer lhe foi planejado por Deus, você o desperdiçará.

2. Você desperdiçará seu câncer caso creia que ele é uma maldição, e não uma bênção.
“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” ( Romanos 8:1). “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós ” (Gálatas 3:13). “Contra Jacó, pois, não há encantamento , nem adivinhação contra Israel” ( Números 23:23). “Porquanto o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dará graça e glória; não negará bem algum aos que andam na retidão.” (Salmos 84:11)

3. Você desperdiçará seu câncer caso procure conforto em suas chances em vez de procurá-lo em Deus.
O plano de Deus em relação ao seu câncer não é treiná-lo no cálculo de chances racionalista e humano. O mundo consegue conforto em estatísticas. Os cristãos não. Alguns contam seus carros (porcentagens de sobrevivência) e outros contam seus cavalos (efeitos colaterais do tratamento), mas nós confiamos no nome do Senhor, nosso Deus (Salmos 20:7). O plano de Deus é claro em 2Coríntios 1:9: “portanto já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte , para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos”. O objetivo de Deus relativo ao seu câncer (entre várias outras coisas boas) é derrotar a autoconfiança em nosso coração para podermos descansar completamente nele.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Adultescentes: uma igreja preparada para eles

Por John Piper

Christian Smith, professor de sociologia na Universidade de Notre Dame, escreveu, no livro Books and Culture, uma crítica sobre o novo fenômeno da “adultescência” - que é o prolongamento da juventude até a casa dos trinta anos. Quero relacionar esse fenômeno com a igreja. Mas antes segue um resumo do artigo de Smith, sobre que fenômeno é esse e como ele surgiu.

Definição
O que é “adultescência”?
Smith diz: “Adolescência” enquanto uma representação de um estágio de vida é uma invenção do século 20, criada em função das mudanças ocorridas pela educação em massa, leis sobre o trabalho infantil, urbanização, consumo em massa e mídia. Dessa maneira, um novo e importante estágio na vida, situado entre a adolescência e uma vida plenamente adulta, surgiu em nossa cultura nas últimas décadas – remodelando o significado do ser, da juventude, dos relacionamentos e dos comprometimentos da vida, assim como uma variedade de comportamentos e tendências entre os jovens.

O que resultou dessa nova situação tem recebido vários nomes como “adolescência tardia”, “adultescência” e “adultos emergentes”.

Causas
Um modo de descrever esse grupo é destacar a tendência em retardar a maturidade ou em permanecer com uma mentalidade imatura por mais tempo do que o esperado. Smith sugere as seguintes causas que contribuíram para a demora em alcançar a maturidade e a vida adulta responsável.

1. A primeira causa está no aumento da procura pelo ensino superior. As mudanças na economia Americana, o programa GI Bill1, e os subsídios governamentais para as universidades levaram, na segunda metade do século passado, a um aumento dramático na procura por cursos universitários pelos jovens formados no ensino médio. Mais recentemente, muitos sentem-se pressionados – por causa do sonho americano – a fazer outros cursos além da faculdade. Como resultado disso, uma grande parte da juventude americana não encerra os estudos para iniciar uma carreira aos 18 anos, mas estão prolongando a vida acadêmica até a casa dos vinte anos. E aqueles que almejam uma especialização – os que concentram o poder para moldar nossa cultura e sociedade – continuam estudando até a faixa dos trinta anos.

2. A segunda causa crucial para o aumento do número dos “adultescentes” é o atraso do casamento na sociedade americana nas últimas décadas. Entre 1950 e 2000, a idade média para o primeiro casamento era entre 20 a 25 anos para as mulheres. Para os homens da mesma época, a média era entre 22 e 27 anos. O aumento mais significativo dessa média aconteceu depois de 1970. Há 50 anos atrás a maioria dos jovens estavam ansiosos para sair do ensino médio, casar e sossegar, ter filhos e iniciar uma carreira longa. Mas hoje, especialmente os homens esperam pelo menos uma década entre a saída do ensino médio e o casamento, período em que exploram as muitas opções de vida oferecidas por uma liberdade sem precedentes.

3. A terceira transformação social que contribuiu para a maturidade tardia como uma fase distinta de vida, diz respeito a mudanças na economia americana e global. Esse cenário minou a estabilidade das longas carreiras, transformando-as em empregos inseguros e altamente rotativos que exigem novos treinamentos. A maioria dos jovens hoje sabe a importância de iniciar a vida profissional com diferentes habilidades, muita flexibilidade e capacidade de adaptação. Isso por si só já pressiona a juventude a aumentar a escolaridade, atrasar o casamento e a ter uma tendência psicológica discutível de maximizar as oportunidades e procrastinar compromissos.

4. Finalmente, e em parte como uma resposta a todas as mudanças acima, os pais da juventude atual, cientes dos recursos necessários ao sucesso, parecem estar cada vez mais desejosos de prolongar a ajuda e suporte financeiro aos filhos por mais tempo, até os trinta anos.