Jesus segundo os evangelhos do NT from Marcelo Berti on Vimeo.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
O que distingue o aconselhamento bíblico?
Quais são as diferenças entre o aconselhamento bíblico e as várias outras abordagens de aconselhamento que são populares na igreja?
Vamos tratar primeiro da segunda metade de nossa questão. Quais modelos são “populares na igreja”? É imediatamente óbvio que as igrejas proveem espaço para incontáveis abordagens aos problemas da vida – mais abordagens que grãos de areia do mar, aproveitando-se de uma metáfora bíblica. Como você resolverá seus problemas e mudará o que está errado? Você deveria explorar como se sente sobre sua formação familiar? Obedeça ao que Deus manda não importa como você se sente? Siga seus sentimentos? Aja por fé, não por sentimentos? Conecte-se aos seus sentimentos? Atenda suas necessidades? Você deveria tomar Prozac? Tirar férias? Ter controle de sua vida e responsabilidade por suas escolhas? Você deveria expulsar o demônio que se infiltrou no sistema operacional de sua alma? Inserir afirmações positivas no fluxo de sua conversa negativa consigo mesmo? Você deveria afirmar sua nova identidade em Cristo? Tirar um tempo para oração e jejum? Manter-se firme nas promessas? Conseguir um parceiro de confissão? Entrar em um programa de exercícios e cortar sua cafeína a fim de deixar essas endorfinas correrem? Arrumar uma vida? Apenas engolir tudo e deixar de ser tão ensimesmado?
Vamos tratar primeiro da segunda metade de nossa questão. Quais modelos são “populares na igreja”? É imediatamente óbvio que as igrejas proveem espaço para incontáveis abordagens aos problemas da vida – mais abordagens que grãos de areia do mar, aproveitando-se de uma metáfora bíblica. Como você resolverá seus problemas e mudará o que está errado? Você deveria explorar como se sente sobre sua formação familiar? Obedeça ao que Deus manda não importa como você se sente? Siga seus sentimentos? Aja por fé, não por sentimentos? Conecte-se aos seus sentimentos? Atenda suas necessidades? Você deveria tomar Prozac? Tirar férias? Ter controle de sua vida e responsabilidade por suas escolhas? Você deveria expulsar o demônio que se infiltrou no sistema operacional de sua alma? Inserir afirmações positivas no fluxo de sua conversa negativa consigo mesmo? Você deveria afirmar sua nova identidade em Cristo? Tirar um tempo para oração e jejum? Manter-se firme nas promessas? Conseguir um parceiro de confissão? Entrar em um programa de exercícios e cortar sua cafeína a fim de deixar essas endorfinas correrem? Arrumar uma vida? Apenas engolir tudo e deixar de ser tão ensimesmado?
Ou então vamos à questão de um ângulo diferente. Quem pode ajudar você? Você precisa de dez sessões com um psicoterapeuta? Um retiro com um guia espiritual? Uma visita ao médico? Um encontro com um exorcista? Contratar um personal trainer? Entrar em um grupo de apoio? Colocar-se sob uma pregação sólida e ter uma hora silenciosa melhor? Encontrar alguns poucos bons amigos?
Tudo isso é mais complicado porque todas as atividades e personagens citados aparecem em um grande número de variações, permutações e combinações. E, como se tudo já não fosse tão complicado, a área de aconselhamento é incansável, fluida e volátil. Tendências, modas e facções vão e vêm. Teorias e terapias mudam, transformam-se, combinam-se, inovam e se reinventam. Há sempre o próximo best-seller e a mais nova cura irrefutável que transcende as limitações de todas as que vieram antes.
Então, temos a primeira metade de nossa questão. O que é “aconselhamento bíblico”, afinal? Quando vestidas de roupas de igreja, muitas das respostas e personagens descritas acima afirmam ter parte no aconselhamento bíblico ou cristão. Afinal de contas, ninguém se dizendo em nome de Cristo diria que está fazendo “aconselhamento não-bíblico”!
Então, como respondemos de maneira razoável essa questão tão ampla?! Como desenvolvemos a verdadeira sabedoria que pode oferecer aconselhamento bíblico digno deste nome?
Ao invés de tentar catalogar todos os jogadores, acredito que seremos mais bem servidos desenvolvendo habilidades básicas de discernimento. As quatro questões seguintes capacitam você a testar clara e acuradamente qualquer uma da confusa multidão de abordagens ao aconselhamento. Se você sabe como lidar com cada modelo de maneira lúcida, você será capaz de mensurar as virtudes e fraquezas dessas abordagens de aconselhamento que se tornaram populares em nossos círculos eclesiásticos.
domingo, 27 de novembro de 2011
sábado, 26 de novembro de 2011
Os Evangélicos e a Revolução Moral Gay
Por Albert Mohler
A igreja cristã tem enfrentado muitos desafios na sua história de 2000 anos. Mas agora está enfrentando um desafio que sacode seus alicerces: o homossexualismo.
Para muitos observadores, isso parece estranho e até mesmo trágico. Por que os cristãos não podem simplesmente unir-se à revolução?
E não se enganem, é uma revolução moral. Como o filósofo Kwame Anthony Appiah da Universidade de Princeton demonstrou em seu recente livro, "The Honor Code" (O Código de Honra), as revoluções morais geralmente permanecem por longos períodos. Mas isso é difícil de acontecer com o que temos testemunhado na questão do homossexualismo.
Em menos de uma simples geração, o homossexualismo passou de uma coisa que era quase universalmente entendida como pecado, para outra que está sendo declarada equivalente à moral da heterossexualidade — e merece tanto a proteção legal quanto o encorajamento público. Theo Hobson, um teólogo britânico, argumenta que isto não é exatamente o enfraquecimento de um tabu. Pelo contrário, é uma inversão moral que acusa aqueles que defendem a antiga moralidade de nada menos que "deficiência moral".
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Está nascendo uma nova geração
Por Reinaldo Bui
Para garantirmos a desgraça plena de um novo e promissor amanhã, precisamos urgentemente de pais que não corrijam seus filhos. Aliás, não precisamos do modelo tradicional de família, com um pai e uma mãe que se amam e esforçam-se para criar bons cidadãos.
Precisamos, porém, de muitas crianças. Crianças acostumadas a fazer absolutamente tudo o que querem, não se importando com nada além de suas vontades.
Precisamos que, desde cedo, garotos desenvolvam uma mentalidade bad boy e garotas copiem as veneradas poposudas tuti-frutis da televisão.
Precisamos de jovens que desejem apenas curtir a vida, de maneira adoidada, inconsequentemente, sem se importar com o mundo ou com o amanhã.
Precisamos de homens e mulheres que se vendam por pouco, que não cultivem valores, que não respeitem ninguém e que amem-se a si mesmos acima de tudo e de todos. Que adoram expressar suas opiniões absurdas, mas rotulem de preconceituosa qualquer opinião que tenha fundamentos.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
domingo, 20 de novembro de 2011
O Escândalo do Pecado
Por John MacArthur
O pecado domina o coração humano, e se fosse pela sua vontade, condenaria cada alma. Se não compreendermos nossa própria perversidade ou não enxergarmos nosso pecado como Deus o vê, não poderemos entendê-lo ou fazer uso do remédio contra ele. Aqueles que tentam justificá-lo, negligenciam a justificação de Deus. Até compreendermos quão totalmente repugnante nosso pecado é, nunca poderemos conhecer a Deus.
O pecado é abominável a Deus. Ele o odeia (cf. Dt 12.31). “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar…” (Hc 1.13). O pecado é contrário à sua própria natureza (Is 6.3; 1 Jo 1.5). A pena máxima – a morte – é exigida para cada infração contra a lei de Deus (Ez 18.4,20; Rm 6.23). Até a menor transgressão é digna da mesma pena severa: “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um ponto, se torna culpado de todos” (Tg 2.10).
O pecado suja a alma. Ele rebaixa a dignidade da pessoa. Obscurece o entendimento. Torna-nos piores que animais, pois os animais não podem pecar. Polui, corrompe, suja. Todo pecado é vulgar, repulsivo e revoltante aos olhos de Deus. A Bíblia o chama de imundícia (Pv 30.12; Ez 24.13; Tg 1.21). O pecado é comparado ao vômito, e os pecadores são os cães que voltam ao seu próprio vômito (Pv 26.11; 2 Pe 2.22). O pecado é chamado de lamaçal, e os pecadores são os porcos que rolam nele (Sl 69.2; 2 Pe 2.22). O pecado é semelhante ao cadáver em putrefação, e os pecadores são os túmulos que contêm o malcheiro e a sujeira (Mt 23.27). O pecado transformou a humanidade em uma raça poluída e imunda.
As terríveis conseqüências do pecado incluem o inferno, sobre o qual Jesus disse: “E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não vá todo o teu corpo no inferno” (Mt 5.30). As Escrituras descrevem o inferno como um lugar terrível e medonho onde pecadores são “ atormentados com fogo e enxofre… ” e “A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome” (Ap 14.10,11). Essas verdades se tornam mais alarmantes ainda quando percebemos que são parte da Palavra inspirada de um Deus de infinita misericórdia e graça.
sábado, 19 de novembro de 2011
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
O que Ehrman disse? O que Ehrman não disse?
Por Marcelo Berti
O que Ehrman disse? O que Ehrman não disse? from Marcelo Berti on Vimeo.
Fonte: Teologando
Fonte: Teologando
terça-feira, 15 de novembro de 2011
sábado, 12 de novembro de 2011
João Calvino o Teólogo do Espírito Santo
Por Augustus Nicodemus
Introdução
Meu tema neste artigo é “Calvino, o teólogo do Espírito Santo.” Devo começar dizendo que este título não foi dado a Calvino pelos seus contemporâneos, mas sim pelos estudiosos modernos, reconhecendo a sua importância como teólogo e exegeta para esta área da Teologia que está em tanta relevância hoje.
O título pode confundir algumas pessoas. Podem pensar que o assunto sobre o qual Calvino mais escreveu, e ao qual mais se dedicou, foi o Espírito Santo. Na realidade, embora Calvino tenha escrito muita coisa sobre o Espírito Santo, nunca escreveu uma obra específica sobre o assunto, como, por exemplo, John Owen e Abraham Kuyper, cujos livros sobre o tema são fundamentais para a Igreja contemporânea. (1) Embora em suas Institutas de Religião Cristã João Calvino trate freqüentemente da pessoa e obra do Espírito Santo, não dedicou ao assunto um capítulo exclusivo. (2).
Alguns têm criticado Calvino por não haver dado atenção mais direta ao Espírito Santo em seus escritos, especialmente nas Institutas. A crítica é injusta. Existem razões suficientes para esta aparente falta de atenção.
Em primeiro lugar, a doutrina do Espírito Santo não era o foco do debate de Calvino com a Igreja Católica Romana da sua época, e nem da sua polêmica com os reformadores radicais, os Anabatistas e os “Entusiastas”, conhecidos como a ala de esquerda da Reforma. (3) Calvino só tratou da obra do Espírito Santo na medida em que esse assunto se relacionava com os pontos críticos em debate, como a doutrina da salvação, da santificação, das Escrituras, e dos sacramentos.
Em segundo lugar, Calvino tinha a visão bíblica-neotestamentária de que o Espírito Santo geralmente agia nos bastidores, como o agente da Trindade. Embora sua ação fosse claramente perceptível, quem deveria sempre receber a proeminência eram o Pai e o Filho. Essa convicção reflete-se nas suas obras e em sua abordagem dos mais variados temas teológicos. Não existe praticamente nenhum assunto teológico em que Calvino não se refira, em seu tratamento, à obra do Espírito. Sua Pneumatologia é desenvolvida dentro das demais áreas da Teologia Sistemática, como Teontologia (estudo da Pessoa de Deus), Soteriologia e Eclesiologia.
Esta mesma abordagem se encontra refletida na Confissão de Fé de Westminster. É verdade que seus autores, os Puritanos, não escreveram um capítulo exclusivo sobre a pessoa e obra do Espírito. Mas, como sugeriu Dr. Benjamim B. Warfield, conhecido teólogo presbiteriano reformado, do início deste século, a razão é que preferiram escrever nove capítulos em vez de apenas um. A tentativa que foi feita em nossa época, pela Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, para suprir esta alegada deficiência, produziu um capítulo a mais na Confissão de Fé que, segundo Warfield, nada mais é que um curto sumário destes nove capítulos originais. (4)
E por fim, não se pode exigir de Calvino (e nem dos autores da Confissão de Fé) uma abordagem do assunto que seja aguçada pelas questões relacionadas com o surgimento do movimento pentecostal, séculos após a sua morte. Mesmo assim, Calvino é surpreendentemente atual no que diz sobre o Espírito.
Por que, então, o título “teólogo do Espírito Santo?” Em primeiro lugar, Calvino foi o primeiro a sistematizar de forma clara o ensino bíblico sobre o Espírito Santo. Não é que ninguém, antes dele, não houvesse escrito sobre o assunto. Mas, é que poucos, antes e depois de Calvino, conseguiram ser tão claros, simples, e bíblicos. (5) Ouçamos o testemunho de Dr. Warfield: “A doutrina sobre a obra do Espírito Santo é uma dádiva de João Calvino à Igreja de Cristo. . . Nos amplos departamentos doutrinários sobre ‘A Graça Comum,’ ‘Regeneração,’ e ‘O Testemunho do Espírito’ do livro terceiro das Institutas, Calvino foi o primeiro a desenvolver a doutrina da obra do Espírito Santo, e a dar a toda a doutrina do Espírito Santo uma formulação sistemática, fazendo dela uma possessão inalienável da Igreja de Deus. (6)”
Em segundo lugar, Calvino integrou indissoluvelmente a doutrina do Espírito Santo aos demais temas e áreas da teologia, como regeneração, santificação, os meios de graça, e o conhecimento de Deus, entre outros. A Pneumatologia de Calvino, igualmente, abrangia e permeava todos os demais departamentos da Enciclopédia Teológica. Sua teologia é uma unidade orgânica, onde o Espírito aparece apropriadamente como o Soberano dinamizador.
Em terceiro lugar, Calvino resgatou alguns aspectos da doutrina do Espírito Santo que estavam soterrados debaixo da teologia medieval da Igreja Católica, como por exemplo, a relação entre a Palavra e o Espírito. Nosso alvo neste ensaio é analisar mais exatamente esta contribuição de Calvino para nosso conhecimento da obra do Espírito Santo, ou seja, a relação vital e orgânica entre o Espírito e a Palavra de Deus, as Escrituras.
O ensino de Calvino influenciou profundamente os estudos subsequentes dentro dos círculos Reformados. Sua ênfase na ação soberana do Espírito continua na tradição reformada entre os Puritanos ingleses, particularmente John Owen e Richard Sibbes, que nos deram os estudos bíblicos teológicos mais extensos e profundos que existem em qualquer língua sobre o ministério do Espírito Santo.
domingo, 6 de novembro de 2011
A parábola do açude
Por Reinaldo Bui
Havia um homem muito bondoso, senhor de muitas terras que prezava muito pela vida dos trabalhadores que viviam em sua fazenda. Nela havia um açude que ele mesmo construíra e zelava para que ninguém nadasse, pescasse ou mesmo se aproximasse do local. Desde antes de sua construção, ele dizia: Este açude será para o benefício de todos os trabalhadores e seus familiares, portanto, devemos cuidar dele como se nossa vida e de nossos filhos dependessem disto.
Um dia o senhor da fazenda precisou fazer uma longa viagem. Preocupado com a segurança do açude, esquadrinhou um jeito de preservá-lo seguro dos invasores. Ao invés de construir uma grande muralha ao seu redor, ele pensou em simplesmente espalhar alguns avisos de “proibido pisar na grama” ao longo da área gramada que cercava a beira do açude, além de ter alertado os moradores mais próximos para que o vigiasse. Ele acreditava que estas medidas eram suficientes para a boa proteção do açude. Então ele partiu.
A geração mais velha obedecia sem problemas às orientações do seu senhor. Todavia os mais novos logo começaram a questionar sobre o porquê de não poderem utilizar o açude para se refrescar. Muitos eram seus argumentos: Não faz sentido ter um açude como este se não podemos desfrutar. Quando o senhor construiu este açude, ele mesmo disse que seria para nosso benefício. Por que, então, não podemos nadar? É um desperdício! Ele não nos quer bem? Não quer que sejamos felizes? Quer nos privar do prazer de nos refrescarmos nestes dias quentes de verão? Será que ele não quer dificultar nosso direito de nos exercitarmos e dedicarmos tempo de qualidade com nossos familiares e amigos? Outros ainda se aprofundavam mais em seus argumentos e “reinterpretavam” as ordens do senhor da fazenda. Eles diziam que a ordem do senhor fazia sentido na época em que o açude foi construído, mas que agora os tempos eram outros, que esta nova geração é mais pró-ativa, exigente e não se contenta com um simples não. Eles também argumentavam que o fato dele simplesmente ter colocado alguns alertas para não pisar na grama era um insulto à inteligência deles, pois conheciam meios de chegaram à água sem pisar na grama. Ademais, muitos falavam que o significado daqueles alertas não se relacionava com a proibição de nadar no açude. Para eles, estragar o gramado era o real motivo destes alertas.
sábado, 5 de novembro de 2011
A suficiência das Escrituras
Por Ivis Fernandes
Deus alimentou seu povo no deserto através do maná, que caia do céu diariamente. A quantidade que Deus mandava era exata para aquilo que cada um precisava. Se alguém pegasse maná a mais para guardar, ele apodrecia. Deus queria ensinar o povo a confiar que Ele daria sempre o suficiente para suas necessidades. Quando alguém não confiava que aquele maná era suficiente, não ficava satisfeito e buscava mais. Porém, quando fazia isso, o resultado que conseguia era apenas alimento apodrecido.
Podemos ter uma atitude semelhante a esta em nossos dias. Existem muitos que não acreditam que a Palavra de Deus é suficiente para as suas necessidades. Por isso, acabam buscando algo mais. Muitos buscam orientação em filosofias e pensamentos humanos, e deixam de lado a Palavra do próprio Deus, quando pensam que ela não é suficiente para ajudá-los em seus problemas do dia-a-dia.
A Bíblia nos ensina sobre a sua utilidade em nossa vida. Em 2 Timóteo 3.16,17, Paulo afirma que toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra. A Bíblia é útil para o ensino, ou seja, para transmitir o padrão de Deus para nós. Também é útil para a repreensão, isto é, para confrontar o homem, em suas falhas, com o padrão divino. Além disso, sua utilidade ainda envolve a correção, que é a modificação dos padrões errados, e a instrução na justiça, que é o treinamento para firmar o indivíduo dentro dos padrões de Deus. Quando o ser humano se vale da Escrituras desta forma, o resultado é que ele é aperfeiçoado e se torna útil para ser usado por Deus.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
A pregação superficial
Por John MacArthur
Estou comprometido com a pregação expositiva. Tenho a convicção inabalável de que a proclamação da Palavra de Deus sempre deve ser o âmago e o foco do ministério da igreja (2 Timóteo 4.2). E a pregação bíblica correta deve ser sistemática, expositiva, teológica e teocêntrica.
Esse tipo de pregação está em falta nestes dias. Há abundância de comunicadores talentosos no movimento evangélico moderno, porém os sermões de hoje tendem a ser curtos, superficiais e tópicos. Fortalecem o ego das pessoas e centralizam-se em assuntos completamente insípidos como relacionamentos, vida de sucesso, problemas emocionais e outros temas práticos, mas seculares.
Assim como os púlpitos de materiais leves e transparentes dos quais as mensagens são apresentadas, esse tipo de pregação não tem peso nem consistência; é barata e sintética, deixando pouco mais do que uma impressão efêmera na mente dos ouvintes.
Há algum tempo realizei um seminário sobre pregação em nossa igreja. Ao preparar-me para as palestras, peguei um caderno de anotações, uma caneta e comecei a listar os efeitos negativos desse tipo superficial de pregação, tão predominante no evangelicalismo moderno.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Os cristãos podem aprender alguma coisa com as abordagens seculares de aconselhamento ou devem evitá-las completamente?
Resposta de Paul Tripp
Tabletalk Magazine, uma publicação de Ligonier Ministries, entrevistou Paul Tripp sobre seu ministério e sua perspectiva a respeito do aconselhamento bíblico.
Destacamos aqui uma das perguntas. O restante da entrevista pode ser acessado em Living in Light of the Gospel: An Interview with Paul David Tripp.
Tabletalk : Os cristãos podem aprender alguma coisa com as abordagens seculares de aconselhamento ou devem evitá-las completamente?
Paul Tripp : A resposta para essa pergunta está nas palavras práticas e brilhantes de Colossenses 2.8: “Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo”. Observe que Paulo não está argumentando que tudo aquilo que o mundo diz é lixo. Deus permite que filósofos, psicólogos e cientistas tenham insights. Podemos aprender algo a partir de sua experiência e pesquisa. No entanto, no processo de aprender com eles, devemos estar cientes de que existe uma falha fatal em sua visão de mundo: ela omite Cristo.
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