segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Predestinação ou livre arbítrio?

Um vídeo inspirado (e bem humorado!) do Rev. Augustus Nicodemos durante um momento de perguntas e respostas em uma de suas palestras. Trecho do vídeo 7 disponibilizado pelo site Escola Teológica Charles Spurgeon.





Fonte: Genizah

domingo, 30 de outubro de 2011

O supremo dever do pastor

“Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja” (1Tm 3.1)
Por Tom Ascol

A palavra-chave nesse versículo é “obra”. O ministério pastoral é uma obra árdua. Paulo comparou a vida do pastor à do soldado e à do lavrador. Ele encorajou o jovem Timóteo a participar “dos sofrimentos” no ministério (2 Tm 2.3,6).

No cerne desta obra árdua está a santa tarefa de pregar. D. Martyn Lloyd-Jones afirmou que “a mais urgente necessidade da igreja cristã é a verdadeira pregação”. Seu antecessor, G. Campbell Morgan, também sustentava esse mesmo ponto de vista sobre a pregação, quando a chamou de “a suprema obra do ministro cristão”.

Na introdução de sua clássica obra sobre homilética, A Treatise on the Preparation and Delivery of Sermons (Um tratado Acerca do Preparo e Entrega de Sermões), John Broadus argumenta que “a pregação é o grande meio designado para espalharmos as boas-novas de salvação através de Cristo”. Espera-se que um pastor seja muitas coisas. Ele tem de ser um conselheiro para aqueles que necessitam de orientação, um encorajador para aqueles que estão desanimados e um confortador para os que estão angustiados. Precisa ser um administrador da vida e do ministério de uma igreja local e um líder que dirige a igreja nos caminhos adequados. Porém, dentre todas essas e outras responsabilidades, o pastor é, primeiramente (e sobre todas as demais coisas), um pregador.

Ao estabelecer tal prioridade no desempenho de seu chamado, o pastor não apenas segue o padrão estabelecido pelos profetas do Antigo Testamento e pelos apóstolos do Novo Testamento, mas também o exemplo de nosso Senhor. No início de seu ministério público, Jesus se colocou de pé na sinagoga de Nazaré e anunciou seu propósito, utilizando as palavras do profeta Isaías: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres… para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos,… e apregoar o ano aceitável do Senhor” (Lc 4.18-19).

sábado, 29 de outubro de 2011

Ordenação feminina

Por Augustus Nicodemus 

Caso queira uma leitura bastante densa sobre o assunto pelo mesmo autor, acesse: Ordenação Feminina, o que o Novo Testamento tem a dizer?


Carta à Bispa Evônia*

[*Nota – é mais uma carta ficticia, gênero que uso como maneira de tornar as minhas idéias mais interessantes para o leitor. Minha esposa não tem (ainda) nenhuma amiga que virou bispa.]

Minha cara Evônia,

Minha esposa me falou do encontro casual que vocês duas tiveram no shopping semana passada. Ela estava muito feliz em rever você e relembrar os tempos do ginásio e da igreja que vocês frequentavam. Aí ela me contou que você foi consagrada pastora e depois bispa desta outra denominação que você tinha começado a frequentar.

Ela também me mostrou os e-mails que vocês trocaram sobre este assunto, em que você tenta justificar o fato de ser uma pastora e bispa, já que minha esposa tinha estranhado isto na conversa que vocês tiveram. Ela me pediu para ler e comentar seus argumentos e contra-argumentos. Não pretendo ofendê-la de maneira nenhuma – nem mesmo conheço você pessoalmente. Mas faço estes comentários para ver se de alguma forma posso ser útil na sua reflexão sobre o ter aceitado o cargo de pastora e de bispa.

Acho, para começar, que você ser bispa vem de uma atitude de sua comunidade para com as Escrituras, que equivale a considerá-la condicionada à visão patriarcal e machista da época. Ou seja, ela é nossa regra, mas não para todas as coisas. Ao rejeitar o ensinamento da Bíblia sobre liderança, adota-se outro parâmetro, que geralmente é o pensamento e o espírito da época.

E é claro, Evônia, que na nossa cultura a mulher – especialmente as inteligentes e dedicadas como você – ocupa todas as posições de liderança disponíveis, desde CEO de empresas a presidência da República – se a Dilma ganhar. Portanto, sem o ensinamento bíblico como âncora, nada mais natural que as igrejas também coloquem em sua liderança presbíteras, pastoras, bispas e apóstolas.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Feminismo Evangélico e a Bíblia


há pouco tempo o Pr. Mark Ellis abordou o assunto "confrontando o movimento feminista evangélico." Eu o conheço pessoalmente e indico para que todos possam escutá-lo através dos arquivos que compartilho no final deste post.

Veja abaixo alguns depoimentos de pessoas que estiveram presentes no evento sobre a preleção de Mark:

Um tema muito relevante para nossos dias precisamos de mais encontros como esse, foi muito bom!
Pr Reinaldo Routh da Cruz
Pastor da Primeira Igreja Batista do Jd Maria Antonia – Sumaré
Associação ABCLESP

Foi muito boa a palestra que ouvi, o Pr Mark foi bíblico, coerente e convincente. Mandou bem!
Pr Claudinei Nascimento
Pastor da Igreja Batista do Bom Retiro em Sumaré
Associação ABCLESP

De profunda edificação e de uma reflexão séria sobre o que a Bíblia deixa claro para nós.
Pr Manoel Pedro
Pastor da Igreja Batista do Guanabara – Presidente da Associação Batista de Campinas e Adjacências

Nunca ouvi alguém falar com tanta propriedade, convicção e segurança sobre este assunto, não existe como refutar essas argumentações, só se quiser inventar coisas.
Pr Marcos Gomes
Pastor da Primeira Igreja Batista em Limeira
Pastor presidente da Subsecção Ordem dos Pastores da Associação ABAMCESP

Abordagem biblicamente fundamentada e pastoralmente compassiva de um tema tão importante, que requer fundamentação bíblico-teológica e não argumentação baseada em experiências práticas e ditas pessoais com Deus (fruto de uma cosmovisão existencialista e neo-ortodoxa). Graças a Deus pela vida de Mark Ellis, que conseguiu com maestria atingir o seu objetivo.
Pr Leandro Borges Peixoto
Pastor da Igreja Batista Central de Campinas

Provou Biblicamente a inviabilidade do Ministério Pastoral Feminino
Pr Valdecir Lenço
Pastor da Primeira Igreja Batista em Louveira
Presidente da Associação de Jundiaí

Quem participou do encontro, independente da sua postura frente ao tema abordado, se deparou com uma reflexão profunda das Escrituras Sagradas, fruto de uma exegese séria que foi exposta de forma serena e muito respeitosa.
Pr. Lazarini (Pastor e escritor, Coordenador Acadêmico e Professor de Grego, Exegese e Novo Testamento da Faculdade Teológica Batista de Campinas).

Já promovi cafés de pastores de diversas personalidades evangéllicas, mas esta experiência foi sem igual devido a profundidade\erudição e ao mesmo tempo a profunda humildade do querido Mark, nos diversos encontros antes do dia 27 oramos muito, ele é muito piedoso!
Pr Cristiano Scuciatto
Presidente da OBPP Subsecção Campinas 


Arquivos de áudio (ambos com aprox. 50Mb)

Download opcional (via SugarSync - sugerido)

Mark Ellis e família


Website de Mark: http://drmarkellis.net/

O que é o Evangelho?

Por John Piper


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Pregação da Prosperidade: Enganosa e Mortífera

Por John Piper

Quando leio sobre pregação de prosperidade nas igrejas, minha resposta é: “Se não estivesse dentro do Cristianismo, eu não desejaria estar.” Em outras palavras: se essa é a mensagem de Jesus, não, obrigado!

Atrair as pessoas a Cristo prometendo riqueza é tanto enganoso como mortífero. É enganoso porque quando o próprio Jesus nos chamou, ele disse coisas como: “Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:33). E é mortífero porque o desejo de ser rico faz com que as pessoas caiam “na ruína e perdição” (1 Timóteo 6:19). Assim, aqui está o meu apelo aos pregadores do evangelho.


terça-feira, 18 de outubro de 2011

Três características de uma genuína fé: Raabe

Por T. Zambelli

A Palavra de Deus é clara em mostrar que a salvação sempre foi por meio da fé. O caso de Abraão é possivelmente o mais conhecido no Antigo Testamento sobre esta verdade (cf. Ef.2.8-10). O apóstolo Paulo usa todo um capítulo de sua mais famosa epístola missiológica-doutrinária, Romanos, para citar o que Moisés já havia escrito há 1.500 anos de seu tempo: Abrão creu no Senhor, e isso lhe foi creditado como justiça (Gn 15.6; Rm 4). Note que Abraão (ainda com seu antigo nome, Abrão) foi feito justo porque creu, e nada mais.

Quando eu evangelizo, uma de minhas maiores atenções está no conteúdo que prego/ensino. Quero ser claro, contextualizado, amoroso, bíblico e ainda, informar todo o conteúdo necessário para que alguém possa expressar genuína fé na obra e pessoa de Cristo. Mas afinal, qual é este conteúdo?

Sobre este tema, vários livros têm sido publicados. Eu sei que poderia gastar inúmeras páginas sobre este assunto, mas gostaria de focar, de forma breve, na vida de Raabe, alguém que inclusive está na galeria dos heróis da fé (Hb 11).

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Os objetivos dos pais para os anos da adolescência

Por Tedd Trip
Trecho extraído do artigo de Tedd Tripp, “Comunique-se com os Adolescentes”, da Coletânea de Aconselhamento Bíblico (Vol. 6). Seminário Bíblico Palavra da Vida, Atibaia-SP, 2007, p.93-94.

O que desejamos concretizar nos anos da adolescência de nossos filhos? Como faremos para atingir os objetivos? Queremos ver os nossos adolescentes internalizarem o evangelho de Jesus Cristo como sua fé pessoal e viva (grifo do editor). Queremos vê-los agarrados à verdade e andando de tal forma que se nós, pai ou mãe, desviarmo-nos da fé, eles continuarão a ser fiéis. Para tanto, precisamos cultivar sua interação com a verdade da Palavra de Deus. Com muita frequência, usamos as nossas palavras da Bíblia (grifo do editor). A Bíblia diz que a palavra que sai da boca do Senhor não volta vazia, mas cumpre os Seus propósitos (Is 55.11). Meus discursos podem se perder, mas o Espírito de Deus trabalha por meio da Sua Palavra.

Imagine-se chegando à sua casa de noite e encontrando seus filhos assistindo a um programa impróprio na TV. Se você for discutir com eles se deveriam estar assistindo àquilo ou não, com certeza vai perder. Eles dirão: “ah, pai, eu ouço coisas muito piores que essas no ônibus ou na escola. Se você não quer que eu ouça esse tipo de palavras, não me mande mais para a escola!” Você pode, porém, levá-los às Escrituras e dizer: “eu sei que vocês ouvem isso no ônibus e que estas palavras estão em toda programação da TV. Mas qual a sua reação diante disso?” Então, leia com eles as palavras de Paulo aos efésios:

Entre vocês não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual como também de nenhuma espécie de impureza e de cobiça; pois essas coisas não são próprias para os santos. Não haja obscenidade, nem conversas tolas, nem gracejos imorais, que são inconvenientes, mas, ao invés disso, ações de graças. Porque vocês podem estar certos disto: nenhum imoral, ou impuro, ou ganancioso, que é idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus. Ninguém os engane com palavras tolas, pois é por causa dessas coisas que a ira de Deus vem sobre os que vivem na desobediência. Portanto, não participem com eles dessas coisas. Porque outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz, pois o fruto da luz consiste em toda bondade, justiça e verdade; e aprendam a discernir o que é agradável ao Senhor. Não participem das obras infrutíferas das trevas; antes, exponham-nas à luz. Porque aquilo que eles fazem em oculto, até mencionar é vergonhoso. (Ef 5.3-12.)

sábado, 8 de outubro de 2011

Vida Plena no Espírito

Por Ivis Fernandes

Como ser cheio do Espírito Santo? Preciso fazer alguma coisa para isso? Existe alguma parte que cabe ao cristão neste processo? Devo orar? Devo esperar como os discípulos fizeram? Devo esperar uma situação de crise na qual Deus irá provar minha fé e, se for aprovado, receberei a plenitude do Espírito? A plenitude do Espírito é algo para apenas alguns cristãos? Um cristão cheio do Espírito Santo é a exceção ou a regra?

Não faz muito tempo que me tornei pai pela primeira vez. Por isso, recentemente eu estava pensando sobre como a gravidez é algo extraordinário. Ter uma vida dentro de nós. Que coisa fantástica! Durante a gravidez de minha esposa pude sentir a criança se mexendo dentro dela, colocando a mão sobre sua barriga. Quando isso acontecia ficava maravilhado: “existe uma vida aqui dentro!”

Mas uma coisa é certa, esta vida, mesmo sendo pequena, opera grandes transformações na mãe. No começo, quando os hormônios começaram a agir, minha esposa ficou bastante emotiva. Até mesmo coisas simples a faziam chorar! Além disso, outras mudanças ocorreram no organismo dela. O seu cabelo ficou mais bonito, o seu organismo passou a funcionar com mais regularidade e até as dores de cabeça que tinha quase todos os dias diminuíram muito.

Mas isso não é tudo. O próprio comportamento de minha esposa mudou, pois ela deixou de fazer algumas coisas que ela gostaria, por causa do bebê. O problema acontece quando ela se esquece que está grávida. Quando isso acontece ela corre o sério risco de fazer algo que pode prejudicar a criança.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Quando os filhos partem (em inglês)

Por Wayne A. Mack

De modo geral, este artigo lida com um tema que preocupa particularmente aqueles que estão na meia idade. À medida que chegamos à meia-idade e prosseguimos rumo à terceira idade, muitas preocupações e dificuldades novas surgem, enquanto outras se intensificam. A diminuição das habilidades físicas torna-se uma realidade sempre presente. A premência do desejo sexual começa a desvanecer. Todo tipo de dores e problemas físicos tornam-se mais frequentes e desgastantes. Os degraus e os montes parecem ficar mais íngremes. Cresce o número de amigos acometidos de várias doenças.

Este artigo foi traduzido para compor "Coletâneas de Aconselhamento Bíblico", Vol. 6. Abaixo, o link para leitura do artigo na língua original, em inglês. Sugerimos a compra de toda a coletânea - através do Seminário Bíblico Palavra da Vida.

Leia o original (clique): When The Children Leave Home

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Identidade, unidade e missão

Por Russell Shedd

A identidade evangélica tem suas raízes na Reforma do século 16, quando foram levantadas as questões sobre o caminho da salvação. Durante os mil anos anteriores a doutrina da justificação pela fé ficara escondida. A Igreja Católica Romana se arrogava o direito de determinar quem seria aceito por Deus ou condenado eternamente. A Bíblia foi silenciada para a maioria dos fieis. Somente com a tradução do texto sagrado para o vernáculo é que foi possível para o homem comum confirmar sua esperança de receber a vida eterna. O resultado desse debate foi a criação das igrejas que, separadas da Romana, se identificaram como evangélicas.

Essa identidade estabelece claramente as seguintes marcas: 1) A Bíblia é a fonte última de autoridade divina. 2) A salvação é recebida unicamente pela fé no Senhor Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou para encabeçar sua igreja invisível, isto é, somente Deus conhece quem são os que lhe pertencem. 3) Igrejas locais são identificáveis pelo seu compromisso com a pregação, o ensino da Palavra de Deus e a participação nas ordenanças que Jesus estabeleceu: o batismo e a Santa Ceia.

Se a unidade espiritual tem caracterizado os evangélicos, há, no entanto, pouco compromisso com a unidade visível. Mas quem lê o Novo Testamento não pode negar que a unidade é um dos temas mais destacados, pois o Corpo de Cristo é um só. “Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo e um só Espírito, assim como a esperança para a qual vocês foram chamados é uma só; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos que é sobre todos” (Ef 4.3-6). Desta maneira Paulo escreve para conclamar os seguidores de Cristo a reconhecerem a unidade que eles têm. Não há no Novo Testamento a sugestão de um centro de controle humano, um governo autoritário, mas sim o chamado a uma verdadeira unidade de amor entre irmãos e irmãs que pertençam à família de Deus. Os agrupamentos nas diversas denominações não devem negar essa unidade básica. Como pode haver rivalidade numa família madura que confessa que Jesus Cristo é seu Senhor? Há diversidade evangélica nas interpretações de alguns trechos bíblicos; há práticas denominacionais distintas; mas as doutrinas centrais da fé devem ser sempre mantidas e defendidas no pertencimento à identidade evangélica.

A missão das igrejas evangélicas é glorificar a Deus por meio de adoração bíblica, evangelizar os que não professam uma fé genuína no Senhor Jesus e discipular as nações ensinando-as a obedecer a todas as coisas que Jesus ordenou (Mt 28.19, 20). E organizar comunidades locais onde essa missão seja claramente estabelecida.

Cristo ordena aos seus seguidores que, como “a luz do mundo”, não escondam essa luz debaixo duma vasilha. “Ao contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês” (Mt 5.14-16). É pelas boas obras que o povo de Deus mostra o amor dele pelos seus filhos e por aqueles que são marcados pela sua imagem.

Nota: Artigo publicado originalmente pela Aliança Evangélica com o título Carta Mensal de Outubro. “Identidade, Unidade e Missão” será o tema do 1º Fórum da Aliança Evangélica que acontece de 24 a 26 de novembro, em Brasília (DF).

Fonte: Ultimato


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Russel Shedd é Ph.D. em Novo Testamento pela Universidade de Edimburgo, Escócia. Em 2012 ele irá completar 50 anos de ministério no Brasil.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Divórcio e Novo Casamento: Uma Declaração

Por John Piper
21 de julho de 1986


Pano de fundo e Introdução

Em toda a minha vida adulta, até o momento em que encarei a necessidade de lidar com divórcio e novo casamento no contexto pastoral, sustentei a visão protestante prevalecente, que afirma que o novo casamento após o divórcio é sancionado biblicamente em casos em que o divórcio foi resultado de uma deserção ou de adultério persistente. Somente quando eu fui compelido, alguns anos atrás, ao estudar Lucas, a lidar com a afirmação absoluta de Jesus em Lucas 16.18, comecei a questionar esta posição inerente.

Eu senti um peso imenso por ter de ensinar à nossa congregação qual a vontade revelada de Deus neste assunto de divórcio e novo casamento. Eu não estava desavisado que entre meu povo haviam aqueles que se divorciaram-se e casaram-se novamente, aqueles que se divorciaram e permaneceram descasados, e aqueles que estavam em processo de divórcio ou contemplando isto como uma possibilidade. Eu sabia que isto não seria um exercício acadêmico, mas que de imediato afetaria várias pessoas muito profundamente.

Eu também estava ciente das horrendas estatísticas em nosso próprio país, assim como em outros países ocidentais, a respeito do número de casamentos que terminam em divórcio, e do número de pessoas que estão no segundo e terceiro casamentos. Em meu estudo de Efésios 5, fui cada vez mais convencido que há uma profunda significação na união de marido e mulher em “uma só carne” como parábola do relacionamento entre Cristo e sua igreja.

Todas as coisas conspiravam para criar um sentimento de solenidade e seriedade enquanto eu pesava o significado e a implicação dos textos bíblicos sobre divórcio e novo casamento. O resultado desta experiência crucial foi a descoberta do que eu creio, uma proibição neotestamentária de todo novo casamento, exceto no caso em que o cônjuge faleceu. Eu não afirmo que encontrei ou disse a última palavra nesta questão, nem que eu estou além de correção caso prove-se que estou errado. Estou ciente de que homens mais piedosos que eu tiveram opiniões diferentes. Entretanto, todas as pessoas e igrejas devem ensinar e viver de acordo com o que dita sua própria consciência informada por um sério estudo da Bíblia.

Como conseqüência, este documento é uma tentativa de afirmar meu próprio entendimento deste assunto e seu fundamento na Escritura. Serve, portanto, como uma explanação bíblica do por que me sinto constrangido a tomar as decisões que tomo a respeito daqueles casamentos que realizarei e que tipo de disciplina eclesiástica parece-me apropriada em questões de divórcio e novo casamento.

domingo, 2 de outubro de 2011

Posso me casar novamente se o meu cônjuge se divorcia de mim e se casa com outro?

Por John Piper

Posso me casar novamente se o meu cônjuge se divorcia de mim e se casa  com outro?

Não. Eu sei, aqui, que meu padrão à obediência cristã é incrivelmente alta e difícil. Mas eu não pego leve nem com o fato de eu ter quatro filhos e uma filha, qualquer um dos quais, algum tempo em sua vida, poderia se divorciar. Então eu, como um pai, enfrentaria com as implicações desta resposta.

Minha posição é que cônjuges divorciados deveriam ficar solteiros até que seu primeiro cônjuge esteja vivo.

A razão pela qual eu mantenho essa posição é que traz testemunho, através de alegria, em empenho, o ministério do solteiro – sem melancolia – quão grande é a aliança do casamento, a ilustração da aliança entre Cristo e a Igreja, que deve ser estimada. É uma declaração forte e clara, que Jesus Cristo realmente ama Sua igreja e Sua Igreja realmente ama a Ele. E isso é uma ilustração de uma aliança inquebrável.

A razão por eu estar colocando este padrão é porque eu quero falar bem alto e claro a uma cultura pronta ao divórcio e recasamento que você não está falando a verdade sobre a aliança de Cristo com sua noiva. Ele nunca se divorcia dela. Ela nunca se divorcia dEle. É uma aliança eterna, e portanto, nós faríamos bem em testificar assim este lindo tipo de resolução.

Tradução de Aelinton Lopes e T. Zambelli
Sugerimos a leitura do artigo original em Desiring God

sábado, 1 de outubro de 2011

O Evangelho segundo Bart

Por Daniel Wallace
Veja no Google Docs

Uma revisão de Misquoting Jesus: The Story Behind Who Changed the Bible and Why1, de Bart D. Ehrman
Para a maioria dos estudantes do Novo Testamento, um livro sobre crítica textual é uma real chatice. Os detalhes tediosos não são matéria para um bestseller. Mas desde a publicação em 1 de Novembro de 2005, Misquoting Jesus2 tem circulado mais e mais alto até o pico de vendas da Amazon. E já que Bart Ehrman, um dos líderes da América do Norte em crítica textual, apareceu em dois programas da NPR (o Diane Rehm Show e Fresh Air com Terry Gross) – ambos em um espaço de uma semana – ele tem estado entre os primeiro cinquenta mais vendidos na Amazon. Em menos de três meses, mais de 100000 cópias foram vendidas. Quando a entrevista de Neely Tucker a Ehrman no The Washington Post apareceu em 5 de Março deste ano as vendas do livro de Ehrman subiram ainda mais. O sr. Tucker falou de Ehrman como um “estudioso fundamentalista que vasculhou tanto as orígens do Cristianismo que ele perdeu sua fé.”3 Nove dias depois, Ehrman era a celebridade convidada no The Daily Show de Jon Stewart. Stewart disse que vendo a Bíblia como algo que foi deliberadamente corrompida por escribas ortodoxos fez da Bíblia “mais interessante… quase mais divina em alguns aspectos.” Stewart concluiu a entrevista declarando, “Eu realmente te parabenizo. É um baita de um livro!” Em menos de 48 horas, Misquoting Jesus chegou ao topo da Amazon, ainda que somente por um curto período. Dois meses depois e ainda está voando alto, ficando entre os 25. Ele “se tornou um de meus bestsellers mais improváveis do ano.”4 Nada mal para um tomo acadêmico em uma matéria “chata”!
Porque todo o alvoroço? Bem, por uma coisa, Jesus vende. Mas não o Jesus da Bíblia. O Jesus que vende é aquele que é saboroso ao homem pós-moderno. E com um livro entitulado Misquoting Jesus: The Story Behind Who Changed the Bible and Why, uma audiência disponível foi criada através da esperança que haveria novas evidências que o Jesus bíblico é uma imaginação. Ironicamente, quase nenhuma das variantes que Ehrman discute envolve palavras de Jesus. O livro simplesmente não entrega o que o título promete. Ehrman preferiu Lost in Transmission, mas a publicadora achou que tal livro seria percebido pelo pessoal de Barnes e Noble como relacionado a corridas de stock car! Mesmo que Ehrman não tenha escolhido o título resultante, ele foi uma jogada de marketing.
Mais importante, este livro vende porque ele apela ao cético que quer razões para não acreditar, que considera a Bíblia um livro de mitos. É uma coisa dizer que as histórias na Bíblia são lenda; outra bem diferente é dizer que muitas delas foram adicionadas séculos depois. Apesar de Ehrman não dizer bem isto, ele deixa a impressão que a forma original do Novo Testamento era bem diferente dos manuscritos que nós lemos agora.
De acordo com Ehrman, este é o primeiro livro escrito sobre a crítica textual do Novo Testamento – uma disciplina que tem circulado por quase 300 anos – para uma audiência leiga.5 Aparentemente ele não conta os vários livros escritos por advogados da KJV Only, ou os livros que interagem com eles. Parece que Ehrman quer dizer que o seu é o primeiro livro sobre a disciplina geral do criticismo textual do Novo Testamento escrito por um crítico textual de boa fé para leitores leigos. Isto é muito provavelmente verdade.