domingo, 30 de janeiro de 2011

Impossível renová-los para arrependimento - Hebreus 6

Por Antonio Lazarini Neto
Coordenador Acadêmico e professor de Grego, Exegese do Novo Testamento e Teologia do NT na Faculdade Teológica Batista de Campinas. Bacharel em Teologia e Mestre em Ciências da Religião, pastoreia a Igreja Batista Jardim Planalto em Nova Odessa desde 1999, sendo também autor da MK Editora (RJ).

Resumo: O presente artigo examina o texto de Hebreus 6.4-8, utilizando-se de instrumentos exegéticos para analisar as hipóteses de interpretação levantadas acerca dessa complexa passagem que faz parte da composição literária de Hebreus, definida pelo autor da mesma como “palavra de exortação” (13.22) e considerada pelos estudiosos um escrito cujo estilo é muito elevado dentre a literatura neotestamentária. Por essa razão, leva em conta o vocabulário próprio de Hebreus, com toda sua linguagem dualista e sacrificialista, as circunstâncias do autor e seus leitores, e seu modo singular de repensar o Antigo Testamento a partir de uma interpretação que se aproxima à tradição alexandrina ligada à Filo, para elucidar o texto objeto do estudo. Analisa ainda as expressões gregas que compõem a passagem a fim de entender a identidade, condição e limitações daqueles ali considerados “iluminados em queda”.

Palavras-chave: Hebreus, soteriologia, iluminados.

Abordagens interpretativas de Apocalipse

Por Carlos Osvaldo

Quatro escolas ou abordagens interpretativas têm tentado explicar a visão de João. A mais comum, adotada quase que instintivamente (ou por falta de outra) por intérpretes leigos é a abordagem idealista.

Historicamente, essa interpretação surgiu de uma reação alegórica e formas extremas de pré-milenismo literal no terceiro e quarto séculos. Pode ter mais ênfase histórica (Deus X Satanás na história da igreja) ou mais cíclica (Bem X Mal na história em geral).

A abordagem preterista atribui a Apocalipse um sentido puramente contemporâneo (do ponto de vista de seu autor) com apenas aplicações para o presente. Esse ponto de vista virtualmente nega o caráter profético do livro e ignora a íntima relação temática entre Apocalipse e muitas passagens proféticas do Antigo Testamento.

    quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

    Cristo e o Câncer

    Por John Piper

    Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada. A natureza criada aguarda, com grande expectativa, que os filhos de Deus sejam revelados. Pois ela foi submetida à inutilidade, não pela sua própria escolha, mas por causa da vontade daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria natureza criada será libertada da escravidão da decadência em que se encontra, recebendo a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Sabemos que toda a natureza criada geme até agora, como em dores de parto. E não só isso, mas nós mesmos, que temos os primeiros frutos do Espírito, gememos interiormente, esperando ansiosamente nossa adoção como filhos, a redenção dos nossos corpos. Pois nessa esperança fomos salvos. Mas, esperança que se vê não é esperança. Quem espera por aquilo que está vendo? Mas se esperamos o que ainda não vemos, aguardamo-lo pacientemente. Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações conhece a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus. Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito (Romanos 8:18-28).



    Antes de eu entrar para a faculdade eu dificilmente pensava em câncer e doenças terminais. Mas desde aquele tempo de faculdade a morte por doença tem andado ao meu lado pelo caminho. Dois dos meus colegas de faculdade morreram de leucemia e câncer no pâncreas antes de completarem 22 anos. No seminário eu vi Jim Morgan, meu professor de teologia sistemática, murchar e morrer em menos de um ano de câncer no intestino. Ele tinha 36 anos. Na minha pós-graduação na Alemanha meu orientador, professor Goppelt, morreu repentinamente pouco antes de eu terminar. Ele tinha 62 anos – um forte infarto. Depois eu vim para Bethel! Eu ensinei por seis anos e vi estudantes, professores e administradores morrerem de câncer: Sue Port, Paul Greely, Bob Bergerud, Ruth Ludeman, Graydon Held, Chet Lindsay, mary Ellen Carlson – todos cristãos, todos mortos muito cedo. E agora eu vim para Bethlehem e Harvey Ring se foi. E você poderia multiplicar a lista dez vezes.

    O que nós devemos dizer diante dessas coisas? Algo deve ser dito porque doenças são um perigo para nossa fé no amor e poder de Deus. E eu considero como minha responsabilidade primária como pastor alimentar e fortalecer a fé no amor e no poder de Deus. Não há arma como a Palavra de Deus para se evitar perigos para a fé. Então eu quero que nós escutemos hoje, cuidadosamente, ao ensino da escritura sobre Cristo e o câncer, o poder e o amor de Deus sobre as doenças dos nossos corpos.

    terça-feira, 25 de janeiro de 2011

    Duas Gerações, Duas Histórias

    Por Marcelo Berti

    Em nosso último estudo observamos a história de três irmãos, e como Yahweh tratou da história e da manutenção da Sua Promessa feita em Gn.3.15. Nesse estudo observaremos as distinções entre as gerações de Caim e de Sete e o modo como a posição de ambos diante de Deus influenciou o modo como seus descendentes se posicionaram diante de Yahweh.

    quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

    A História de Três Irmãos: Caim, Abel e Sete

    Por Marcelo Berti
    O estudo sobre Caim e Abel é certamente um ponto controvertido no livro de Gênesis. Para falar com franqueza, os primeiros 11 capítulos de Gêneses têm caráter controvertido. É bem verdade que tais dificuldades hermenêuticas não são insolúveis ou sem propostas de tratamento, entretanto, ainda assim são cercadas de ceticismo.
    Nossa proposta não é resolver problemas antigos a teologia, mas refletir sobre a real problemática dessas dificuldades, considerar algumas possibilidades para os mesmos casos e então propor uma conclusão plausível para cada uma das dificuldades observadas. Observe, nosso objetivo não é oferecer uma conclusão definitiva para tais assuntos, mas uma que seja plausível.
    Feito isso, trataremos da narrativa com devida atenção ao relacionamento estabelecido entre Deus e suas criaturas conforme observado pelo capítulo 4 de Gênesis.

    sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

    Anjos no Novo Testamento

    Por Augustus Nicodemus

    A crença em anjos no Novo Testamento
    Os cristãos não eram o único grupo do primeiro século que acreditava na existência de anjos. A maioria das seitas do judaísmo, berço do cristianismo, pro­fessava a crença nesses mensageiros celestes, á exceção provável dos saduceus (At 23.8). O interesse dos judeus por anjos havia crescido de forma notável durante o período intertestamentario, quando o segundo templo foi construído, após o retorno do cativeiro babilônico. É provável que esse aumento de interesse pelos anjos tenha ocorrido como resultado da ênfase nesse período á idéia de que Deus havia se distanciado do seu povo, já que não havia mais profetas. A ausência de profetas, os mensageiros oficiais de Deus ao seu povo, provocava a necessidade de outros mediadores da vontade divina. Os anjos vieram ocupar esse espaço no judaísmo do segundo templo. O aumento do interesse pelo mundo celestial e pelos seus habitantes, os anjos, nota-se nos escritos judaicos produzidos antes ou logo após o nascimento do cristianismo. Exemplos desta tendência se percebem em alguns livros apócrifos (4 Esdras 2.44-48; Tobias 6.3-15; 2 Macabeus 11.6). O mesmo se vê em alguns dos escritos dos sectários do Mar Morto achados nas cavernas do Wadi Qumran, como o rolo da Batalha entre os Filhos das Trevas e os Filhos da Luz. Alguns dos escritos produzidos pelo movimento apocalíptico dentro do judaísmo, mais que os escritos de outros movimentos, enfatizava o ministério dos anjos (1 Enoque 6. 1 ss; 9. 1 ss), o interesse pelos anjos se nota até mesmo nos escritos rabínicos datados a partir do século III (com exceção do Mishnah), e que possivelmente representam a linha principal do judaísmo no período do segundo templo. Fora das fronteiras do judaísmo, a crença em anjos, encontrava-se não somente nas religiões que fervilhavam no mundo greco-romano, mergulhado no misticismo helênico, como também nas obras dos filósofos e escritores gregos famosos, como Sófocles, Homero, Xenofonte, Epicteto e Platão. A biblioteca de Nag Hammadi, descoberta em nosso século (1945) nas areias quentes do deserto egípcio, apresenta material gnóstico datando do século IV, com uma elaborada angelologia, onde a distância entre Deus e os homens é coberta por trinta "archons", seres intermediários, possivelmente anjos, que guardam as regiões celestes. Os "Papiros Mágicos" desta coleção contém fórmulas para atrair os anjos. Embora datando do século IV, estes escritos possivelmente refletem crenças que já estavam presentes de forma incipiente no mundo greco-romano desde antes de Cristo. Em contraste aos escritos produzidos cm sua época, a literatura do Novo Testamento é bem mais discreta e reservada em seus relatos da atividade angélica.

    quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

    Ter Deus é melhor que sexo, dinheiro, poder e popularidade

    Por John Piper

    Precisamos meditar sobre a superioridade de Deus como nossa grande recompensa acima de tudo que o mundo tem a oferecer. Se não o fizermos, amaremos o mundo como todos os outros e viveremos como todos os outros. Portanto, pegue as coisas que dirigem o mundo e pense sobre quão melhor e mais duradouro Deus é: pegue dinheiro ou sexo ou poder ou popularidade. Pense sobre essas coisas.

    Primeiro, pense sobre elas em relação à morte. A morte levará cada uma delas: dinheiro, sexo, poder e popularidade. Se você vive por isso, você não terá muito, e se você tiver, você perderá. Mas o tesouro de Deus é “duradouro”. Ele permanece. Vai além da morte.

    segunda-feira, 3 de janeiro de 2011