sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
A queda do homem
Por Marcelo Berti
Falar na Queda do Homem é tratar do mais trágico evento da história da humanidade, pois todas as tragédias posteriores são devidas a essa. Nenhuma forma de ação humana contrária ao caráter de Deus pode ser encontrada fora das origens do pecado na história do homem. Nenhuma forma de mal vista na história do homem é mais trágica do que a que vemos aqui, pois é aqui que nascem todas as desventuras da humanidade.
Alguns objetariam a isso por ser demais simplista com a realidade, uma vez que grandes e terríveis males tem se sucedido à humanidade, especialmente na história recente. Contudo, o defeito fundamental do ser humano e do mundo é demonstrado em sua desconexão com Seu Criador e com sua Rejeição à Sua Palavra. Tal atitude vista em Adão e Eva, repetida diariamente é a evidência fundamental dessa desconexão do homem com o Seu Criador. Por isso, o evento narrado aqui é o mais trágico evento da humanidade.
É interessante que é nesse capítulo que encontramos razões para entender como aquela Criação Boa dos capítulos anteriores se tornou aquela criação sujeita à vaidade que encontramos nos capítulos seguintes. Sobre isso, Calvino nos instrui:
Neste capítulo, Moisés explica que o homem depois de ter sido enganado por Satanás se rebelou contra o seu Criador, tornou-se totalmente mudado e degenerado, a ponto de a imagem de Deus, no qual ele tinha sido formado, ter sido destruída. Ele, então, declara que o mundo inteiro, que tinha sido criado para o bem do homem, caiu junto com ele da sua posição primária, e que neste estado muito de sua excelência natural foi destruída[1]
Alguns têm dito que tal capítulo não tem um compromisso com fatos (como os anteriores), pois a intenção não é descrever um evento, mas explicar um fato por meio de uma história fictícia. Por outro lado, já temos demonstrado como as escrituras tratam de Adão e sua história de modo a considerá-lo uma pessoal real. Também já temos demonstrado que o as verdades expostas nos primeiros capítulos, se acompanhadas de uma boa leitura, não oferecem problemas à mente inquieta do homem contemporâneo.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
O que fazer em assuntos que há liberdade?
Por John Feinberg
A primeira pergunta é: estou convencido de que é certo? Paulo diz (Rm 14.5,14,23) que para qualquer coisa que fizermos nessas áreas, devemos estar convencidos de que é aceitável diante de Deus. Se não estamos convencidos, duvidamos ao invés de crer que podemos fazer isto e continuar aceitáveis diante de Deus. Se há dúvida, Paulo diz, há pecado (v.23). Portanto, se há alguma dúvida, a despeito do motivo da dúvida, devemos voltar atrás. No futuro, talvez a dúvida seja removida, e então estaremos livres; porém, enquanto há dúvida, devemos nos deter.
Segundo, podemos fazer para o Senhor? O que fizermos, Paulo diz, devemos fazer para o Senhor (Rm 14.6-8). Fazer alguma coisa para o Senhor é fazê-la como se estivéssemos lhe servindo. Se não se pode servir ao Senhor (por qualquer razão) na realização desta atividade, devemos nos deter.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Moralismo não é Evangelho
Por Albert Mohler Jr.
Um dos mais impressionantes enunciados feitos pelo apóstolo Paulo é a sua acusação de que os crentes da Galácia teriam abandonado o evangelho. “Estou admirado de que tão depressa estejais desertando daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho” [Gálatas 1.6]. Com essa declaração tão enfática, percebemos que os gálatas tinham falhado no teste crucial de discernir o verdadeiro evangelho de suas falsificações.
Suas palavras não poderiam ser mais claras “ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja maldito. Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja maldito!” [Gálatas 1.8-9].
Essa advertência do apóstolo Paulo, expressada pelas suas palavras de espanto e tristeza, não é direcionada apenas para aquela igreja na Galácia, mas para toda congregação em todas as eras. Nos nossos próprios dias – e em nossas próprias igrejas – necessitamos desesperadamente dar ouvidos a essa advertência. Atualmente temos encontrado falsos evangelhos não menos subversivos e sedutores do que aqueles encontrados e abraçados pelos gálatas.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
A Criação do Homem
Por Marcelo Berti
O homem é criado por Deus (cf. Mt.19.4; Rm.5.12-19; 1Co.15.45-49; 1Tm.2.13). Somente Deus seria a causa suficiente e razoável para explicar a complexidade da vida humana. Somente na palavra de Deus pode-se encontrar uma revelação especial das atividades de Deus na CRIAÇÃO do universo e de tudo o que nele existe. “Nenhuma outra literatura no mundo é tão repleta de revelação direta destinada a informar a mente do homem e orientar pesquisas científicas como essas primeiras páginas da Bíblia[1]”.
A criação é relatada em dois textos distintos em Gênesis: 1.26,27 e 2.7, 21-23. Essa duplicidade de relatos tem feito com que alguns teólogos questionem sua validade e veracidade. Alguns afirmam que existe certa contradição entre os relatos ou até que existem duas fontes na qual o autor deve ter pesquisado. “A alta crítica é de opinião que o escritor de Gênesis juntou duas narrativas da criação (…) e que as duas são independentes e contraditórias[2]”.
No entanto, seguindo o plano do autor de Gênesis nota-se que a segunda narração trata-se de uma descrição mais detalhada da criação. “O primeiro registro da criação do homem reporta com simplicidade sublime um tema muito difícil”, mas não de maneira insuficiente. “No detalhe acrescentado que caracteriza o segundo registro, está declarado que homem e mulher são parecidos no aspecto físico, por ter sido diretamente – como no caso do homem – e indiretamente – como no caso da mulher – do pó da terra[3]”.
Para os cristãos convictos pouco importa se a ciência afirma, em caráter científico bem fundamentado ou não que a historicidade de terra é bem maior que a sustentada por alguns teólogos, visto que não viola o texto bíblico de maneira nenhuma. “Seja num tempo ou noutro, permanece verdadeiro que Deus Criou o homem imediata e diretamente[4]”. Segue-se, então que é possível concordar com Strong quando se propõe a definir o ato da criação da seguinte maneira:
“Criação é o ato livre do Deus trino pelo qual, no princípio, para sua glória, ele fez, sem uso de matéria preexistente, todo o universo visível e invisível[5]”.
Criação pode ser compreendida como origem com desígnio, pois é impossível que o homem tenha capacidade de imaginar um Ser Pessoal como criador, sem que o tenha conhecido como tal. Outro fato interessante, é que na criação Deus preocupou-se em formar todos os outros seres vivos a fim de que o homem pudesse ter o ambiente perfeito para viver. Ou seja, tudo o que era essencial para a existência do homem já havia sido criado por Deus.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Orações Paulinas
Por David J. Merkh
Este artigo é uma composição das orações paulinas. Você pode usar as orações seguintes como padrão para suas orações. Simplesmente substitua os pronomes (vós, sua, etc.) pelo nome daquela pessoa por quem você quer orar (seus filhos, namorado, amigos, pastor, pais, etc).
Ef. 1:15-19. Por isso também eu, tendo ouvido a fé que há entre vós no Senhor Jesus e o amor para com todos os santos não cesso de dar graças por vós, fazendo menção de vós nas minhas orações, para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da Glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele, iluminados os olhos do vosso coração para saberdes qual a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos, e qual a suprema grandeza do seu poder…
Ef. 3:16-19. Para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior; e assim habite Cristo nos vossos corações, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, a fim de poderdes compreender com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus.
Fp. 1:9-11. E, também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, para aprovardes as cousas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para odia de Cristo, cheios do fruto de justiça, o qual é mediante Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus.
Cl. 1:9-12. Não cessamos de orar por vós, e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual, a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra, e crescendo no pleno conhecimento de Deus, sendo fortalecidos com todo poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e longanimidade, dando graças ao Pai que vos fez idôneos à parte que vos cabe da herança dos santos na luz.
I Ts. 3:11-13. Ora, o nosso mesmo Deus e Pai, com Jesus, nosso Senhor, dirijam-nos o caminho até vós, e o Senhor vos faça crescer, e aumentar no amor uns para com os outros e para com todos, como também nós para convosco, a fim de que sejam os vossos corações confirmados em santidade, isento de culpa, na presença de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos.
II Ts. 1:11,12. (Nós oramos) para que o nosso Deus vos torne dignos da sua vocação, e cumpra com todo propósito de bondade e obra de fé, a fim de que o nome de nosso Senhor Jesus seja glorificado em vós, e vós nele, segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo.
Ef. 3:20,21. Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos, ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus por todas as gerações para todo o sempre. Amém.
sábado, 18 de dezembro de 2010
A Criação do Universo
Por Marcelo Berti
A verdade apresentada acima é estampada aos nossos olhos nos primeiro versos das Escrituras, por isso nosso estudo terá grande atenção aos detalhes desse texto com o objetivo de ressalatar a Grandeza e Sabedoria do Nosso Criador. A intenção desse estudo é conhecer mais detalhadamente a ação de Deus enquanto visa compreender a linguagem usada pelo autor para descrever a Criação. O modo do nosso estudo segue o exemplo auferido no Salmo 19: Com os olhos na Revelação Geral (1-6) estudamos a Revelação Específica (7-10) com o objetivo de levarnos à uma vida mais coerente com o Deus que transmiste Sua Mensagem por meio de sua Criação e Revelação (11-14). Assim, desejo que nossa investigação do conteúdo das escrituras seja feita no verdadeiro espírito de adoração para que as palavras dos nosso lábios e o meditar do nosso coração possam ser agradáveis na presença de Deus, nosso Redentor[2].
“Existe qualquer coisa particularmente notável na maneira como o Espirito Santo abre este livro sublime. Ele apresenta-nos, imediatamente, a Deus, na Sua plenitude essencial do Seu Ser e no isalamento de Sua atuação. Toda matéria preliminar é dispensada. É a Deus que somos trazidos. Ouvimo-lo, de fato, quebrando o silêncio e brilhando sobre as trevas da tera com o propósito de fomentar um globo no qual pudesse mostrar o Seu poder eterno e Sua Divindade[1]”
A verdade apresentada acima é estampada aos nossos olhos nos primeiro versos das Escrituras, por isso nosso estudo terá grande atenção aos detalhes desse texto com o objetivo de ressalatar a Grandeza e Sabedoria do Nosso Criador. A intenção desse estudo é conhecer mais detalhadamente a ação de Deus enquanto visa compreender a linguagem usada pelo autor para descrever a Criação. O modo do nosso estudo segue o exemplo auferido no Salmo 19: Com os olhos na Revelação Geral (1-6) estudamos a Revelação Específica (7-10) com o objetivo de levarnos à uma vida mais coerente com o Deus que transmiste Sua Mensagem por meio de sua Criação e Revelação (11-14). Assim, desejo que nossa investigação do conteúdo das escrituras seja feita no verdadeiro espírito de adoração para que as palavras dos nosso lábios e o meditar do nosso coração possam ser agradáveis na presença de Deus, nosso Redentor[2].
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
O Gemido dos Remidos
Por David J. Merkh
Diante das dificuldades da vida, os cristãos têm se perguntado: por que a caminhada é tão dura? Por que nós sofremos tanto se somos guiados pelo Espírito Santo? Respostas para esse dilema têm surgido sem base na Palavra de Deus, originando teologias fajutas que pregam prosperidade terrena e superficial.
Lemos em Romanos 8.17-18, “ora se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com Ele sofremos, também com Ele seremos glorificados. Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós”. Não há dúvidas de que os cristãos sofrerão, mas que também serão abençoados com consolação posterior. Nos versículos seguintes a esse trecho, o princípio evidenciado é que tais sofrimentos atingem tudo e todos que vivem neste mundo, que, conforme a Bíblia deixa claro, jaz no maligno (1 Jo 5.19).
Quando há uma verdadeira conversão, a pessoa não fica isenta, vacinada ou é colocada dentro de uma redoma com proteção total. Pelo contrário, ela é exposta aos mesmos sofrimentos de um mundo que jaz no maligno, mas tendo a garantia que terminarão em glória.
Em Rm 8.19-27, pode-se observar três tipos de gemidos: da criação, do cristão e do Espírito Santo. O enfoque da primeira delas não direciona para adoração à natureza, o que muitos têm feito, mas o texto responderá algumas das perguntas da nossa alma, dando uma cosmovisão de uma verdadeira ecoteologia.
A criação geme: Uma “Eco-teologia Cristã”. “A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que sujeitou, na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora” (Rm 8.19-22).
Perdão na Família
Por David J. Merkh
Sempre sonhamos em ter uma família perfeita. Não demorou muito (foi na nossa lua de mel) para descobrir que não seríamos aquela família. Apesar dos sonhos encantados de muitos noivos, a família perfeita não existe, e nunca existiu.
Então devemos desistir da família? Não. Talvez não seja possível ter uma família perfeita, mas podemos ser uma família que sabe perdoar uns aos outros, e estender essa esperança do perdão às pessoas ao nosso redor.
O perdão é a chave para se ter uma família feliz. Sem o perdão, ressentimentos e ira ficam submersos debaixo da superfície do lar. Assim como o iceberg que naufragou o Titanic, mais cedo ou mais tarde essas mágoas afundam a família. Temos que aprender a perdoar, através da experiência de sermos perdoados.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Jesus afirmou ser Deus?
Por "Testemunha de Cristo"
O CONCEITO da Bíblia é claro. Não apenas é o Todo-poderoso Deus, Jeová, uma personalidade à parte de Jesus, mas Ele é sempre superior. Jesus sempre é apresentado como pessoa à parte e menor, um humilde servo de Deus. É por isso que a Bíblia diz claramente que “a cabeça do Cristo é Deus” assim como “a cabeça de todo homem é o Cristo”. (1 Coríntios 11:3) E é por isso que o próprio Jesus disse: “O Pai é maior do que eu.” — João 14:28, O fato é que Jesus não é Deus e nunca afirmou ser. - Deve-se crer na Trindade, pp.20.
É verdade que o conceito da Bíblia é claro e que não devemos colocar ou tirar qualquer coisa dela. Também é verdade que apenas a palavra de Deus é verdadeira e suficiente de fato para falar a verdade. Por isso, é sempre importante voltarmos às Escrituras para conhecer o que ela ensina, afinal, esse é o propósito desse blog: apresentar o que a Bíblia realmente ensina sobre Jesus Cristo. (Autor falando de Testemunha de Cristo.)
Como vemos no livro Deve-se crer na Trindade, o autor tem plena convicção de que Jesus jamais foi chamado de Deus nas Escrituras e que Ele mesmo nunca afirmou ser Deus. Mas, será isso verdadeiro? É verdade que a Bíblia nunca chamou Jesus de Deus? E Jesus, nada falou sobre o assunto? Nesse breve post vamos investigar essas questões, com o objetivo de apresentar o que a Bíblia realmente ensina sobre Jesus.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Quem é Jesus Cristo?
Por Marcelo Berti
É evidente que Jesus foi um grande homem e Sua história, assim como apresentada nas sagradas escrituras, testificam claramente que Jesus certamente é o homem mais importante que já existiu. Entretanto, também é verdade que muitas pessoas reconhecem que Jesus tenha existido, mas o consideram como um simples homem, ou até mesmo, como um líder, um professor, um mestre moral. Mas, quem de fato é Jesus Cristo?
Outras pessoas poderiam dizer que Jesus nem foi uma pessoal real, afinal, dizem que os únicos relatos que falam sobre ele estão na Bíblia. Mas, será isso verdade? Será que não existem nenhum tipo de relato sobre quem Jesus é que não esteja na Bíblia ou nos escritos dos seus seguidores?
Para responder a essas duas perguntas, vamos observar o que podemos encontrar nas obras históricas e verificar o que se diz sobre Jesus e o que podemos aprender sobre ele, afinal, devemos lembrar os desavisados que Jesus Cristo é atestado como figura histórica por alguns autores não cristãos dos primeiros séculos.
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