quinta-feira, 28 de outubro de 2010
O Livro de Gênesis
Por Marcelo Berti
Título do Livro
O título “Gênesis”, que significa literalmente “começo” e vem da palavra grega “γενέσις[1]”. Esse título foi dado ao livro pela tradução grega do Velho Testamento, chamada Septuaginta[2]. O título hebraico para esse livro é retirado das primeiras palavras do livro: “berēshith” e significa “no princípio”. Esse título é certamente apropriado, pois além de demonstrar o princípio do universo, do homem e do povo de Deus, Gênesis também “prepara o terreno para a plena compreensão da fé bíblica[3]”.segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Cronologia dos Reis de Israel e Judá
Por Leslie Mcfall
Para aqueles que têm estudado o livro de Reis e Crônicas, um bom artigo para a cronologia dos reis é o de Leslie Mcfall, Has the Chronology of the Hebrew Kings been finally settled? Leslie, um acadêmico britânico, retrabalhou a proposta do americano Edwin R. Thiele, mais conhecido por seus trabalhos na cronologia do reinado hebreu, que também foi missionário na China, editor, arqueologista, escritor e professor do Antigo Testamento.
Para aqueles que têm estudado o livro de Reis e Crônicas, um bom artigo para a cronologia dos reis é o de Leslie Mcfall, Has the Chronology of the Hebrew Kings been finally settled? Leslie, um acadêmico britânico, retrabalhou a proposta do americano Edwin R. Thiele, mais conhecido por seus trabalhos na cronologia do reinado hebreu, que também foi missionário na China, editor, arqueologista, escritor e professor do Antigo Testamento.
Infelizmente o artigo está somente em inglês. Clique na figura abaixo para ler ou baixá-lo.
domingo, 24 de outubro de 2010
O casamento de Oséias
Por Carlos Osvaldo C. Pinto
Uma compreensão correta da mensagem de Oséias exige uma definição clara da natureza de seu casamento com Gomer. Em virtude do caráter ilustrativo do nome dos filhos, alguns afirmam que o casamento de Oséias foi mera alegoria, uma história engenhosamente arquitetada para ilustrar o amor de Deus. Os defensores dessa posição tendem a considerar o capítulo 3 como um relato paralelo ao capítulo 1 (cf. B. S. Childs, Introduction to the Old Testament as Scripture, p.378).
Essa abordagem desrespeita a própria mensagem do livro, que exige restauração após julgamento pelo pecado. Além disso, nenhum significado correspondente é enconrado para o nome “Gomer,” nenhum propósito é encontrado para o desmame das crianças, e nenhuma para a ordem dos nascimentos.
sábado, 23 de outubro de 2010
Propósito de consumir, ou consumir com propósito?
Por Jairo Moreira
Popularmente se diz que quando os olhos não vêem o coração não deseja. Porém, para os que estão procurando crescer na graça do Senhor a verdade é que ao invés dos olhos, o coração necessita de ser protegido e treinado para reagir adequadamente diante da enxurrada de produtos que inevitavelmente desfilam de maneira apelativa diante de nós todos os dias. O fato é que compramos muito com o coração. Na hora de adquirir tendemos a ser movidos mais pelo desejo e nem tanto pela necessidade. Não necessitamos de tudo que desejamos e não desejamos tudo que necessitamos. Muito embora Deus possa nos dar além do que pedimos ou pensamos, Ele se comprometeu em suprir cada uma das nossas necessidades (Fp 4.19). Quanto aos desejos eles são bons na medida em que sejam promovidos pelo Senhor em nós (Fp 2.13). A propaganda continuará a ser a alma de muitos negócios, pelo fato de os negócios serem, a alma de muitos negociantes. Essa é a essência de suas vidas. É acertado considerar, que a maneira como lidamos com as coisas que adquirimos ou desejamos adquirir, revela muito dos verdadeiros valores que direcionam nossa vida.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
No mundo, mas não Do mundo
Como estrangeiro no Brasil, sinto muito que serei sempre um "peixe fora da água". Não tenho um “RG” mas um “RNE”—Registro Nacional de Estrangeiro”. Esse meu "visto permanente" me identifica como “estranho” em todos os sentidos: além de ser uma cor esquisita (laranja), sempre me identifica como alguém permanentemente carimbado como "diferente". Não importa quanto eu me esforce, nunca ficarei completamente contextualizado. Não gosto quando pessoas olham para minha roupa camisa xadrez com bermuda amarela e meia branca e logo dizem "eis aí, mais um gringo". Odeio quando pessoas perguntam logo depois de conversarmos alguns minutinhos: "Você não é daqui, né?"
Ninguém gosta de ser diferente. Há forte pressão para se conformar... Mas ao mesmo tempo uma tensão por saber que nunca serei igual aos outros. No meu caso, estou no Brasil sem ser totalmente do Brasil. Como crentes em Cristo Jesus, sofremos uma outra tensão: a de sermos conformados com a imagem de Jesus (Rm 8.29) e não conformados com o mundo (Rm 12.1,2), mas ao mesmo tempo, ser tudo para todos para ganhar alguns (1 Co 9.22).
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Feche as portas da igreja!
Por David Merkh
É difícil imaginar que era uma vez que o próprio Deus queria fechar as portas da “igreja”. Ele não aguentava mais o culto “de boca pra fora” — rotinas religiosas, ritos hipócritas, ofertas ocas. O povo indiferente e apático dava sobras para Deus — sobras do seu tempo, sobras da sua renda, sobras do seu coração. Não entendia o privilégio e prazer de adorar um grande Rei, Criador do Universo, Salvador do mundo (Ml 1.11,14). Por isso Deus disse “Tomara houvesse entre vós quem fechasse as portas...Eu não tenho prazer em vós, diz o SENHOR dos Exércitos, nem aceitarei da vossa mão a vossa oferta.” (Ml 1.10)
Será que Deus já pensou assim a nosso respeito? Será que tratamos o culto do Deus vivo, majestoso, grande em glória e poder, como se fosse “mais um afazer”. Será que oferecemos para Ele as “sobras” da nossa vida, quando e se for conveniente? Será que ansiamos pelos cultos de domingo, para estar com os irmãos e juntos, numa só voz, exaltar a grandeza e glória desse Deus? Será que nos preparamos no sábado para que nosso coração e nossa mente estejam atentos para louvá-lO no domingo? Será que chegamos no culto com tempo suficiente para respirar fundo, aquietar nosso coração, ou correndo ofegantes com pensamentos a mil por hora? Será que oramos para que Deus fale, realmente fale, para nós pela exposição da Sua Palavra?
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Ordenação Feminina
Carta à Bispa Evônia*
[*Nota – é mais uma carta ficticia, gênero que uso como maneira de tornar as minhas idéias mais interessantes para o leitor. Minha esposa não tem (ainda) nenhuma amiga que virou bispa.]
Minha cara Evônia,
Minha esposa me falou do encontro casual que vocês duas tiveram no shopping semana passada. Ela estava muito feliz em rever você e relembrar os tempos do ginásio e da igreja que vocês frequentavam. Aí ela me contou que você foi consagrada pastora e depois bispa desta outra denominação que você tinha começado a frequentar.
Ela também me mostrou os e-mails que vocês trocaram sobre este assunto, em que você tenta justificar o fato de ser uma pastora e bispa, já que minha esposa tinha estranhado isto na conversa que vocês tiveram. Ela me pediu para ler e comentar seus argumentos e contra-argumentos. Não pretendo ofendê-la de maneira nenhuma – nem mesmo conheço você pessoalmente. Mas faço estes comentários para ver se de alguma forma posso ser útil na sua reflexão sobre o ter aceitado o cargo de pastora e de bispa.
Acho, para começar, que você ser bispa vem de uma atitude de sua comunidade para com as Escrituras, que equivale a considerá-la condicionada à visão patriarcal e machista da época. Ou seja, ela é nossa regra, mas não para todas as coisas. Ao rejeitar o ensinamento da Bíblia sobre liderança, adota-se outro parâmetro, que geralmente é o pensamento e o espírito da época.
E é claro, Evônia, que na nossa cultura a mulher – especialmente as inteligentes e dedicadas como você – ocupa todas as posições de liderança disponíveis, desde CEO de empresas a presidência da República – se a Dilma ganhar. Portanto, sem o ensinamento bíblico como âncora, nada mais natural que as igrejas também coloquem em sua liderança presbíteras, pastoras, bispas e apóstolas.
domingo, 17 de outubro de 2010
Missões e predestinação
Por Barbara H. Burns
Não adianta ir fazer missões; os predestinados vão ser salvos mesmo. — Autor(es) desconhecido(s)
Realmente a Bíblia deixa claro que os salvos são predestinados à salvação. Efésios 1.4-5 diz: Porque Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade (NVI). O v.11 no mesmo capítulo repete a mesma verdade, Nele fomos também escolhidos, tendo sido predestinados conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade.
Deus é soberano! A predestinação é um ensinamento da Bíblia apesar da dificuldade em entendê-la. De fato, grandes teólogos em toda a história da Igreja Cristã têm debatidos esta doutrina sem chegar a uma conclusão unânime. Alguns enfatizam mais o lado que Deus faz tudo e o homem não tem escolha nenhuma diante dEle. Outros se baseiam em outros textos que deixam claro que o homem também tem que buscar e obedecer a Deus, enfatizando a livre vontado do homem.
Dúvida: salvo ou não?
Por David Merkh
"Será que realmente sou crente? Será que fui sincero quando aceitei Jesus? Será que entendi o que estava fazendo?" Você já fez estas perguntas? Eu, sim. Houve uma época na minha vida em que convidava Jesus para entrar no meu coração todas as noites "só para ter certeza." Não aguentava aquela inquietação de dúvidas quanto ao meu destino eterno. Temia o inferno, e não queria arriscar a possibilidade de um dia ir lá. Agora reconheço que a dúvida pode ser um amigo que fortalece a minha fé, ou um inimigo usado por Satanás para paralisar a vida cristã e neutralizar meu testemunho "na praça". Como testemunhar de salvação em Jesus se somos anestesiados pela dúvida? Era uma vez que eu pensava que eu fosse o único que passava pelas nuvens pretas de dúvida. Agora sei que muitos, se não a maioria dos jovens, experimentam dúvidas quanto a sua salvação. Mas como lidar com dúvidas? É pecado duvidar? O que a Bíblia diz sobre o assunto?
As marcas da masculinidade
Por Albert Mohler Jr.
Quando um rapaz se torna homem? A resposta a essa pergunta está muito além do aspecto biológico e da idade. Conforme definida na Bíblia, a masculinidade é uma realidade funcional, demonstrada no cumprimento, por parte do homem, de responsabilidade e liderança. Com isso em mente, gostaria de sugerir treze marcas da masculinidade bíblica. Chegar a essas qualidades vitais identifica o surgimento de um homem que demonstrará verdadeira masculinidade bíblica.
Plano missionário à igreja
Por Barbara Burns
“É a Junta que tem que ter ‘plano missionário’, não a igreja!” Assim pensam a maioria, se desligando de qualquer responsabilidade, e perdendo uma oportunidade de obediência e benção. Mas nem todos os membros das igrejas delegam missões às Juntas de Missões Mundiais, Nacionais, ou Estaduais, dando apenas uma oferta por ano. Tive o privilégio de ser criada numa igreja onde missões era central em todos os seus propósitos. Os membros nunca sentiam mais felizes do que quando enviando um dos seus membros para um campo distante, ou contribuindo para que o nome do Senhor Jesus fosse proclamado perto ou ao redor do mundo.
Era ou não era Samuel? (1Sm 28)
Uma frequente discussão entre evangélicos é se era ou não Samuel quem estivera presente no episódio de Saul e a médium de En-Dor. Abaixo um fragmento da apostila de Teologia Bíblica do Antigo Testamento do SBPV, desenvolvida por Carlos Osvaldo C. Pinto em 2006.
Este famoso incidente é uma fonte de perplexidade para os evangélicos e uma falsa mina de ouro para os chamados espiritualistas. Estes, buscam aqui apoio para o mediunismo, entendendo que a médium foi capaz de trazer Samuel dos mortos. A reação da médium (v.12), todavia, revela o terror de que foi possuída quando percebeu que a aparição não era aquela à qual estava acostumada, fosse essa um ambuste ou uma manifestação demoníaca. Além disso, o conteúdo dessa entrevista fere frontalmente o perfil psicológico das sessões espiritas, onde o tom é sempre de conforto, de reafirmação e otimismo.
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